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O som na transmissão ao vivo do culto

Um dos grandes desafios de quem se aventura na transmissão ao vivo de cultos, celebrações e outras atividades da igreja é o de dar ao som a mesma qualidade e nitidez que se dá à imagem. O fato é que o áudio nem sempre recebe o mesmo cuidado e atenção que o vídeo, trazendo resultados finais desfavoráveis: belas imagens, mas um áudio sofrível!

São duas as situações mais comuns:

Captação de áudio direto, pelo microfone da própria câmera/smartphone empregado para realização da live. Nesse caso, a nitidez fica muito prejudicada, porque o som sofre o efeito da acústica do ambiente, da distância entre o emissor e o microfone da câmera e demais ruídos locais.

Captação de áudio indireto, ou seja, por meio de uma saída auxiliar ou de gravação da mesa de som que envia sinal para a entrada de microfone da câmera. Apesar de ser o mais indicado por causa da nitidez, acaba prejudicando a sensação de ambiência e o “calor” da congregação em momentos como o de cânticos, por exemplo – além de permitir que se perceba de forma muito mais clara, alguns problemas de afinação, mixagem de som e outros.

Mas qual a melhor forma de transmitir um som de qualidade que permita a quem está assistindo compreender com clareza o que está sendo falado/cantado e, ao mesmo tempo, passe uma ideia do “calor” do momento no local do evento? A resposta é simples: mixe os dois tipos de sinais! Abaixo, indico uma alternativa fácil e barata para quem não dispõe de grandes recursos financeiros e/ou trabalha sozinho, ou com equipes reduzidas.

Existem hoje no mercado algumas boas opções de mixer de áudio para vídeo, com duas entradas de áudio balanceadas.

Mas um mixer convencional de pequeno porte, com 2 ou 4 entradas, também pode servir.

  Em ambos os casos, o equipamento permite mixar o sinal que vem da mesa de som principal do templo com um sinal captado por um ou mais microfones condensadores estrategicamente posicionados para captar, por exemplo, a congregação cantando.

Aí, a partir do monitoramento com fones, entra em ação a sensibilidade do técnico responsável para ajustar o volume desses dois sinais, de forma que fique compreensível e agradável para quem assiste a transmissão. Na hora dos cânticos, por exemplo, costumo reforçar o sinal que vem do microfone posicionado para captar o som do ambiente, a participação da congregação e o efeito do auditório. Já na hora da pregação é muito comum eu ampliar a presença do som que vem da mesa de som principal e deixar um pouco do som do microfone no auditório apenas para captar a reação pontual do público durante a mesma. Isso garante maior legibilidade do que está sendo falado sem, contudo, anular a percepção da participação da congregação.

Ficou com dúvida sobre como usar? Me escreva: fpereiraa@gmail.com

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