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Afinal, para que servem as caixas do SUB?

Uma das perguntas que mais recebo de pastores que me procuram atrás de informações sobre a necessidade de comprar caixas de subwoofer para suas igrejas é esta: são realmente necessárias? Para que servem?

Pois bem, vamos a uma resposta direta e clara, sem rodeios ou armadilhas tecnicistas que mais confundem do que ajudam quem não tem muita familiaridade com a área.

O subwoofer ou SUB, como chamado popularmente pela galera do áudio – nada mais é que uma caixa de som que atende a faixa de frequências mais graves do espectro audível pelo ser humano, que vai de 20 Hz até a casa dos 200 Hz. Como nesta faixa de frequência o cone do alto-falante precisa movimentar muito ar, são alto-falantes de diâmetro grande e alto deslocamento do cone. Por isso caixas tão grandes!

Ok, mas quem faz uso disso? Os maiores beneficiados são os instrumentos musicais que trabalham nessa faixa de frequência – contrabaixo elétrico e o bumbo da bateria – se microfonado, por exemplo. A presença dessas caixas amplia a percepção acústica desses instrumentos, dando aos subgraves o mesmo patamar de volume das demais faixas de frequência que são disseminadas pelas caixas multiuso equipadas com alto-falantes de 10”, 12” ou 15” de diâmetro (para frequências graves, médio-graves e médio-agudas) e drivers para as frequências mais agudas.

Ah, ok, entendi! Posso comprar um par de subwoofers e colocar na minha igreja então que vai ser bom?” Calma lá! Nem sempre! A propagação de graves em ambientes sem tratamento acústico adequado e com diversas superfícies reflexivas paralelas (paredes de alvenaria, janelas de vidro, laje no forro e piso frio), torna o ambiente uma verdadeira caixa de reverb, uma “câmara de eco”, prejudicando muito a clareza da mensagem falada/cantada. Nesses casos, a inclusão de caixas de subwoofer pode agravar muito o problema, prejudicando demais a legibilidade do som. Por isso, se você já tem problema com som “embolado” antes de comprar o sistema de sub, cuidado! Melhor resolver esse problema antes de arranjar outro ainda maior…

Caixas de subwoofer são recomendadas para ambientes tratados acusticamente, na qual a qualidade de resposta do ambiente às diversas faixas de frequência não favorece altos tempos de reverb. São ambientes com grande presença de superfícies com índices adequados de absorção acústica – pisos de madeira, cadeiras estofadas, tapetes, forro com placas acústicas, entre outros. E, claro, onde a presença das frequências subgraves se faz necessária e justifica o valor investido (salas de projeção de filmes ou onde são microfonados/amplificados eletricamente instrumentos com a forte presença dos subgraves na formação de seus timbres característicos). Fora isso, é desperdício de dinheiro!

Ah! E sempre montado junto ao piso! Subwoofer transfere o som por vibração, e o chão é a superfície mais propícia para isso. Suspender o SUB é reduzir sua capacidade de “falar”.

Tem dúvida? Escreva-me! Estou aqui para servir à Igreja brasileira.

O som na transmissão ao vivo do culto

Um dos grandes desafios de quem se aventura na transmissão ao vivo de cultos, celebrações e outras atividades da igreja é o de dar ao som a mesma qualidade e nitidez que se dá à imagem. O fato é que o áudio nem sempre recebe o mesmo cuidado e atenção que o vídeo, trazendo resultados finais desfavoráveis: belas imagens, mas um áudio sofrível!

São duas as situações mais comuns:

Captação de áudio direto, pelo microfone da própria câmera/smartphone empregado para realização da live. Nesse caso, a nitidez fica muito prejudicada, porque o som sofre o efeito da acústica do ambiente, da distância entre o emissor e o microfone da câmera e demais ruídos locais.

Captação de áudio indireto, ou seja, por meio de uma saída auxiliar ou de gravação da mesa de som que envia sinal para a entrada de microfone da câmera. Apesar de ser o mais indicado por causa da nitidez, acaba prejudicando a sensação de ambiência e o “calor” da congregação em momentos como o de cânticos, por exemplo – além de permitir que se perceba de forma muito mais clara, alguns problemas de afinação, mixagem de som e outros.

Mas qual a melhor forma de transmitir um som de qualidade que permita a quem está assistindo compreender com clareza o que está sendo falado/cantado e, ao mesmo tempo, passe uma ideia do “calor” do momento no local do evento? A resposta é simples: mixe os dois tipos de sinais! Abaixo, indico uma alternativa fácil e barata para quem não dispõe de grandes recursos financeiros e/ou trabalha sozinho, ou com equipes reduzidas.

Existem hoje no mercado algumas boas opções de mixer de áudio para vídeo, com duas entradas de áudio balanceadas.

Mas um mixer convencional de pequeno porte, com 2 ou 4 entradas, também pode servir.

  Em ambos os casos, o equipamento permite mixar o sinal que vem da mesa de som principal do templo com um sinal captado por um ou mais microfones condensadores estrategicamente posicionados para captar, por exemplo, a congregação cantando.

Aí, a partir do monitoramento com fones, entra em ação a sensibilidade do técnico responsável para ajustar o volume desses dois sinais, de forma que fique compreensível e agradável para quem assiste a transmissão. Na hora dos cânticos, por exemplo, costumo reforçar o sinal que vem do microfone posicionado para captar o som do ambiente, a participação da congregação e o efeito do auditório. Já na hora da pregação é muito comum eu ampliar a presença do som que vem da mesa de som principal e deixar um pouco do som do microfone no auditório apenas para captar a reação pontual do público durante a mesma. Isso garante maior legibilidade do que está sendo falado sem, contudo, anular a percepção da participação da congregação.

Ficou com dúvida sobre como usar? Me escreva: fpereiraa@gmail.com

Comunicar com excelência é preciso

No rastro da evolução tecnológica, igrejas investem pesados recursos na aquisição de sistemas cada vez mais sofisticados de som e imagem. O objetivo é atrair e reter a atenção de seu público-alvo, esteja ele presente no auditório ou fisicamente distante, mas acompanhando via internet. Porém, o retorno obtido com tal investimento fica muito abaixo do desejado.

Contudo, não raras vezes o retorno obtido com tal investimento fica muito abaixo do desejado. Pesquisa realizada no início dos anos 2000 indicava que a igreja brasileira investia em média 4 vezes em sua estrutura de som e imagem antes de conseguir resultados favoráveis. Um desperdício de tempo, dinheiro e energia causado pela falta de planejamento estratégico para a área, incluindo um estudo amplo das necessidades realizado por um profissional qualificado para elaborar o projeto, e a capacitação de uma equipe em tamanho e com características técnicas adequadas para obter o melhor resultado dos sistemas adquiridos. E nesses meus 30 anos de ministério na área posso afirmar que tal pesquisa representa a realidade de boa parte das igrejas que atendi no período.

Profissionalizar a gestão da comunicação da igreja não pressupõe obrigatoriamente a contratação de profissionais (o que não é uma má ideia para igrejas que tem condições para tal), contudo não pode ser visto como algo de menor importância, afinal comunicar o Evangelho é a premissa central de nossa missão. Investimento na capacitação de quem opera tais sistemas – sejam profissionais empregados ou membros voluntários, é fator inegociável para a obtenção dos melhores resultados possíveis.

Nesta seção falaremos um pouco sobre aspectos importantes na montagem e operação de sistemas eficientes de som e imagem para sua igreja. A cada 15 dias traremos novas abordagens, e você vai se surpreender com o fato de que nem sempre o sistema mais caro é o mais adequado para a sua necessidade. Muitas vezes a solução mais eficaz é muito mais acessível do que você pensa, técnica e economicamente. Então, te convido a caminhar conosco e a participar ativamente, enviando suas dúvidas, críticas e sugestões de temas. Testaremos novos produtos, analisaremos novas demandas, trocaremos conhecimento e experiência. Vamos juntos trabalhar para que a nossa tarefa de sonorizar, captar e transmitir som e imagem seja uma ferramenta que contribua efetivamente na expansão do Reino de Deus e seus valores eternos.