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Como funciona esse negócio de digital, na prática, para as igrejas?

Segundo pesquisa divulgada pelo We Are Social, o brasileiro fica em média, 9h29 on-line todos os dias. Deste tempo, 3h24 é dedicado às redes sociais e 3h26 em plataformas de streaming, como YouTube e Netflix. E eu te pergunto, o que a igreja tem feito para oferecer conteúdo relevante nestas plataformas? Ou em qualquer lugar no meio digital?

Além do meu blog pessoal, tenho um canal no YouTube (que estou aprimorando) e tenho uma conta no Instagram onde compartilho dicas para o desenvolvimento da Comunicação de igrejas e ministérios. Todos os posts, pode ter certeza, mesmo com uma foto minha, vem com algum insight para quem trabalha com comunicação cristã.

  • 99% dos meus seguidores são cristãos;
  • 69% vê mais vídeos do que lê;
  • 61% fez alguma faculdade;
  • 50% ouve podcasts;
  • 82% trabalha com mídias sociais ou marketing digital;
  • Em uma semana meu perfil alcançou 31.765 pessoas;
  • As faixas etárias que mais me seguem em ordem: 1º) 25-24 anos, 2º) 35-44 anos e 3º) 18-24 anos;
  • 57% são mulheres e 43% homens;
  • As cidades que mais me seguem: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiânia;
  • Os países que mais me seguem: Brasil, Estados Unidos, Emirados Árabes, Paquistão (oi?) e Japão.

Referencia: Relatórios Facebook e Instagram Analytics

Você deve estar se perguntando como consegui tantos dados e porque eles são importantes. A primeira resposta é que consegui parte deles no Analytics da minha própria conta no Instagram e outra parte por meio de enquetes que chamo de DataElis, que venho realizando para conhecer mais de perto meus seguidores, seus gostos e o que buscam ao me seguir. Parece óbvio dizer que buscam dicas de comunicação. Mas, na verdade, há uma infinidade de interesses. O principal deles é: como propagar o Evangelho de Jesus na Internet? E algumas outras: quais ferramentas usar? Quantas vezes publicar por dia? Quais aplicativos para editar fotos ou videos? Onde buscar inspiração para conteúdos cristãos? Como trabalhar como “eu”quipe?

Amados irmãos e irmãs, conhecer seu atual público e o público-alvo (aquele com quem pretende falar) é essencial para que sua estratégia de comunicação seja eficiente. Assim, você terá uma Social Voice mais eficaz, ou seja, terá mais claro, antes de produzir conteúdos, qual o seu propósito, o tipo de linguagem que vai usar e o tom da sua voz nos canais digitais.

Acredito que um dos principais erros das igrejas e das pessoas, de um modo geral, quando começam um trabalho efetivo na Internet é entender como funciona cada rede social, pois, cada uma possui características e públicos muito diferentes. Para você ter ideia, na mesma pesquisa que o We Are Social divulgou, diz que no Brasil a rede social mais usada é o YouTube (você já está lá, transmite ou grava seus cultos e publica depois?), e que cerca de 130 milhões de brasileiros estão no Facebook, enquanto, 69 milhões utilizam o Instagram. O que isso quer dizer? Nos mostra que há um leve engano quando dizemos que as pessoas não estão mais no Facebook. De fato, nos grandes centros, pode até ser que usemos mais o Instagram, mas, no interiorzão do nosso Brasil, as pessoas usam mais telefones pré-pago do que pós-pago, uma minoria possui wi-fi em casa, ou seja, redes sociais com foto e video ainda são mais difíceis de serem visualizadas em determinadas cidades.

Já percebeu que alguns familiares “só usam” Facebook e não usam muito o Instagram? Isso explica um pouco. Por isso,  a importância de entender melhor como funciona o mundo digital para uma estratégia de comunicação mais eficiente. Dependendo de onde fica sua cidade, pode ser que seu post não tenha resultados, porque está na rede errada. Em nossa próxima coluna, vamos falar sobre Planejamento de Comunicação para Igrejas e acredito que irá te ajudar, ainda mais, nos seus projetos. Qualquer dúvida, escreva para contato@elisamancio.com.br.

A importância da comunicação para as igrejas

É fato que a Bíblia é uma ferramenta de comunicação entre Deus e a sua criação. Mas, muitas vezes limitamos nossos olhares para o papel que está à nossa frente e não enxergamos as diversas possibilidades que o século 21 nos trás.

Lembro claramente quando, no início de minha adolescência, minha mãe me deu um sábio conselho: “Filha, faça um curso de datilografia, senão você não será ninguém na vida”. Obediente, eu fiz o curso de datilografia. Mas, no ano seguinte, a Internet já chegava ao Brasil. Vi a transição do OFF para o ON muito rapidamente. Todos nós que vivemos os anos 90 e 2000 vimos tudo isso acontecer. No meu caso, vi de perto, sentada na cadeira VIP.

Eu me converti em 2003, na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte/MG, da qual sou membro até os dias de hoje. Foi a terra que o Senhor me plantou. Ali, ouvindo semana após semana ao meu amado pastor Márcio Valadão, aprendi sobre excelência e sobre a importância de falar do amor de Jesus para o maior número de pessoas possível. Conhecer Cristo e ter minha vida totalmente transformada por Ele, foi motivação suficiente para seguir em busca de compreender meu chamado e como poderia fazer isso de maneira eficiente.

Minha formação acadêmica é em Jornalismo, logo eu, que amo tanto falar e escrever. Desde criança tinha esse desejo de me comunicar. Ainda nos tempos das cartas. Mas, com o avanço da tecnologia, comecei a encontrar devocionais diários na Internet, comecei a assistir pregações pelos streamings das igrejas, que logo depois migraram para o YouTube. Felizmente, meu pastor é pioneiro nesta área e me tornou pioneira em algo que sou realmente apaixonada, a Comunicação Digital para igrejas.

Comecei a dar aulas sobre Mídias no Seminário Teológico Carisma e depois em tantas outras instituições. Comecei a viajar pelo Brasil palestrando e treinando equipes de comunicação (contratados ou voluntários) para qualificá-los ao trabalho excelente que é comunicar o Reino de Deus.

Hoje ao andar pelas ruas, metrôs, ônibus, aeroportos, restaurantes, seja por onde for, as pessoas estão ali com seus smartphones, consumindo mais e mais conteúdo. E a igreja? Onde ela entra neste processo? Nosso desafio como cristãos hoje, diante do maior volume de informação da história, é ser RELEVANTE. O que isso quer dizer? Produzir conteúdos, textos, vídeos, podcasts, programas de rádio ou TV que abordem os mais diversos assuntos, dos mais doces aos mais incômodos. Por que isso? Porque não nascemos nesta geração por acaso, nascemos agora para usar o melhor que o Senhor colocou em nossas mãos, para falar sobre o Reino de Deus e que Jesus está voltando.

Não veja a tecnologia como algo ruim e que afasta as pessoas. Pelo contrário, veja a tecnologia como instrumento nas mãos de um embaixador de Cristo, que está usando este meio digital para proclamar as boas novas. Mais do que postar sobre um prato de comida bonito ou uma viagem legal (não que isto seja errado), reflita em como as pessoas podem enxergar Jesus Cristo por meio de sua vida ON e OFF-LINE.

Em Mateus 5.16 Jesus disse: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. Esta sem sido minha missão de vida. E a sua? Qual é?