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Escolhas

Você consegue relacionar sua vida financeira com as escolhas que faz?

Se existe uma coisa que você faz a toda hora são escolhas, e elas certamente impactam não apenas suas finanças, mas também vários outros aspectos de sua vida pessoal e familiar.

Nesse particular, um texto da Palavra de Deus em Gênesis 13 despertou minha atenção. Dê uma olhadinha lá, por favor.

Abraão, obedecendo ao chamado de Deus, tinha saído de sua terra natal e levou com ele seu sobrinho Ló. Ambos haviam enriquecido muito e estavam tendo dificuldades de conviver.

Houve então uma desavença entre os pastores de Abraão e os de Ló, e por isso Abraão decidiu que não poderiam continuar juntos, mas que deveriam separar-se.

Então Abraão disse a Ló: Olhe, Ló, você escolhe para onde ir. Se você for para a esquerda, eu vou para direita. Se você for para a direita, eu vou para a esquerda.

Veja que Abraão deu a Ló o privilé­gio de escolher para onde ele iria. Estava tudo à disposição dele. Será que isso já aconteceu com você? Acredito que sim, mesmo que não tenha sido em circunstâncias semelhantes. Com certeza diariamente a vida coloca você diante de esco­lhas financeiras que precisa tomar. E como você vai decidir?

Voltando ao caso de Ló, veja o que aconteceu. Naquela hora de decisão, de escolhas, Ló olhou em torno e viu todo o vale do Jordão, todo ele bem irrigado. A Bíblia diz que “era como o Jardim do Senhor”. Então ele fez a escolha que, para ele, sem dúvida era a melhor. No entanto, mal sabia ele que naquele local estavam situadas duas cidades que fica­ram famosas pela destruição que viriam a sofrer: Sodoma e Gomorra.

A Bíblia afirma que os homens de Sodoma eram extremamente perversos e pecadores contra o Senhor. E o final você já deve estar sabendo, não? Quando Deus destruiu Sodoma e Gomorra, Ló saiu de lá sem nenhuma riqueza. Até sua mulher se transformou numa estátua de sal porque tam­bém ela escolheu não obedecer à ordem de Deus. Trágico, não? Mas, no final, essa história trágica pode ensinar a você a aprender com os erros dos outros. Pois nem sempre o que parece bom, realmente é assim. Lembre-se disso nas escolhas financeiras. Elas estarão a toda hora diante de você.

Conclusão: Você terá de fazer escolhas financeiras e não deve ser enganado pelas aparências, por aquilo que parece ser o certo ou o melhor.

Verifique os princípios que estão envolvidos em suas escolhas e decida sem­pre pelo que é certo, pelo que é correto. Submeta suas decisões a Deus em oração. Tome conselho com pessoas piedosas e competentes para ajudar você em suas deci­sões financeiras. Fuja da mentira. Fuja da ganância. Seja generoso. O que parece uma perda, pode tornar-se uma grande bênção. Lembre-se sempre: Os planos e os cami­nhos de Deus são mais altos que os nossos.

Obediência

O que será que a obediência tem a ver com suas finanças? Vi na Bíblia uma passagem muito significativa que me chamou muito a atenção. Dê uma olhada na sua Bíblia e veja o texto de Gênesis 7.5, que diz assim: “Noé fez tudo conforme o que o Senhor Deus havia mandado”.

Ao ler essa passagem, talvez você não perceba o quanto a obediência é importante para a realização de tudo o que Deus deseja fazer em sua vida, inclusive na área financeira. Nós, seres huma­nos, lutamos muito com esta questão de obediência e, a não ser que você seja muito diferente de todos nós, acho que você também luta com isso.

Porque, como diz a Palavra de Deus, o espírito é forte, mas a carne é fraca — e nas finanças isso não é muito diferente. Às vezes desobedecemos a Deus por não conhecer o caminho a seguir. Quer dizer, muitas vezes tomamos decisões financeiras erradas porque não conhece­mos os princípios bíblicos de administração do dinheiro.

Até aí você ainda tem uma desculpa. Mas e quando sabemos o que fazer, mas não obedecemos? Como fica a coisa então? Aí não resta mesmo desculpa! Muitas vezes ficamos aborrecidos com Deus porque não conseguimos o progresso financeiro que gostaríamos.

Mas será que você está realmente obede­cendo a Deus? É sempre bom fazer essa autorreflexão. Eu procuro fazer isso e, algumas vezes, vejo que deixo a desejar, que preciso melhorar minha obediência.

Vamos então parar um pouquinho e ver o caso de Noé. A Bíblia diz que ele obe­deceu em tudo. Não ficou questionando Deus. Viu como isso pesa no resultado final? E repare que a arca não deve ter saído nada barata! O projeto era gigantesco e certamente foram necessários muitos recursos financeiros. Além do mais, humanamente falando, a coisa não fazia muito sentido. Acho que as pessoas deviam achar que ele estava ficando louco mesmo. Mas ele seguiu adiante, e por isso recebeu o favor de Deus. E por causa de sua obediência, Deus estabeleceu uma aliança com ele e com sua descendência.

Outros personagens bíblicos também foram obedien­tes a Deus. Abraão foi obediente ao seu chamado de sair do meio do seu povo e de sua família. E Deus lhe disse: Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o aben­çoarei, e seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo.” (Gênesis 12.2-3.)

Conclusão: Decida que você será obediente a Deus. Não deixe para amanhã esta decisão. Sempre que for tomar uma decisão financeira, pergunte a você mesmo: Qual princípio financeiro da Palavra de Deus está envol­vido nesta decisão? Estou sendo obediente a esse prin­cípio, ou não? Ore sempre antes de tomar suas decisões financeiras. Sempre que possível, peça a um amigo para conferir sua obediência.

Integridade a qualquer custo

Por Paulo de Tarso

 

Quando falamos de dinheiro, normalmente pensamos em maneiras de ganhar mais, de multiplicar a nossa renda, aplicar o dinheiro e ter grande rentabilidade. Até aí, tudo bem. Em princípio, não é um erro desejar multiplicar seus ativos financeiros. Quero, porém, destacar uma qualidade de fundamental importância para qualquer pessoa que queira ter sucesso com o dinheiro. Essa qualidade é a integridade.

Peço então que você me acompanhe pelo texto de Gênesis 6.9, que diz assim: “Esta é a história de Noé […].” Noé era um homem direito e sempre obedecia a Deus. Entre os homens do seu tempo, Noé vivia em comunhão com Deus.

Vamos tentar entender o que estava acontecendo na terra. As pessoas haviam se corrompido totalmente, a ponto de Deus desejar destruir todos os seres viventes. Uma situação terrível a ponto de Deus se arrepender de ter criado a humanidade.

Mas aí vem uma luz no fundo do túnel: um homem cha­mado Noé. Deus olhou do céu, procurou, procurou… e achou. Quem? Noé. Um homem justo. Um homem que andava com Deus. Não é fantástico?

Pois se você quiser ter sucesso com dinheiro, a base de tudo deve ser o seu caráter, a sua integri­dade. E por que bato nessa tecla? Porque muitas pessoas até podem ter habilidade na gestão do dinheiro, podem ser admi­nistradores que geram resultado, mas muitas acabam caindo em desgraça pelo fato de não terem um caráter aprovado por Deus.

Por isso pergunto a você: Como está seu caráter? Você anda com Deus verdadeiramente? Eu me preocupo com isso porque sei que, se você não andar retamente, a queda pode ser grande, e as consequências, devastadoras.

Veja, por exemplo, o caso de Ananias e Safira, relatado na Bíblia em Atos, capítulo 6. Esse casal tentou agir com gene­rosidade, que é uma coisa boa. Venderam uma propriedade e levaram o dinheiro para Pedro. Mas não foram íntegros. Men­tiram sobre o preço. Qual foi o resultado? Os dois morreram.

Por isso, quando o apóstolo Paulo escreve a Timóteo, ele ressalta a importância de andar retamente com Deus. Veja o que ele diz em 2 Timóteo 2.15: “Faça todo o possível para conseguir a completa aprovação de Deus como um trabalhador que não se envergonha do seu trabalho, mas ensina correta­mente a verdade do evangelho.”

Conclusão: Faça a você mesmo as seguintes perguntas: Será que faço o possível para Deus poder me aprovar? Tenho algo do qual tenha de me envergonhar na pre­sença de Deus? Manejo bem a Palavra de Deus? Avalie sinceramente cada uma de suas respostas e, caso haja falhas, procure corrigir isso logo. Não deixe para ama­nhã. Se não se sente capaz de resolver isso sozinho com Deus, procure ajuda e conselho de pessoas piedosas.

Às vezes o caminho pode se longo e árduo. Mas valerá a pena – é o desejo de Deus.

O Trabalho é um castigo de Deus?

Por que essa pergunta? Porque muitas pessoas encaram o trabalho dessa maneira. Sabe aqueles comentários do tipo “Que bom que hoje é sexta”, ou: “Ah! Segunda-feira é o pior dia da semana!” Acredito que você deve ter ouvido esse tipo de observação, certo?

Por isso, fui dar uma olhada na Bíblia para ver o que ela fala sobre isso. E veja só a pérola de sabedoria que descobri. Dê uma olhada na sua Bíblia no texto de Gênesis 2.15, que diz assim: O Senhor Deus pôs o homem no jardim do Éden para cuidar dele e nele fazer plantações.

Note nesse texto que, o trabalho não tinha nada a ver com o pecado ou com qualquer tipo de castigo de Deus para as pessoas. Na verdade, mesmo antes de o ser humano cair, quer dizer, de cometer o primeiro pecado, ele já trabalhava. E aquilo era bom. Pelo menos não consta nenhuma reclama­ção sobre isso lá no Gênesis.

É claro, porém, que por causa do pecado o trabalho se tornou difícil. Como assim? É que por essa causa as pessoas têm de trabalhar muito para conseguir alcançar os resultados que antes eram bem mais tranquilos. Dê só uma olhadinha no texto de Gênesis 3.19 e você vai entender isso: Terá de trabalhar no pesado e suar para fazer com que a terra pro­duza algum alimento.

Pois é, quem mandou fazer a coisa errada, não é? Agora tem de trabalhar pesado para conseguir os resultados. Mesmo assim, Deus é bom o suficiente para fazer com que o seu trabalho tenha significado e ajude outras pessoas, principalmente quando você estiver fazendo a coisa certa, que é aquilo que está ligado à sua missão aqui na terra.

Todas as pessoas precisam trabalhar, a não ser aquelas que tenham algum impedimento físico ou mental. E veja só o que que o apóstolo Paulo disse quando escreveu sua segunda carta aos tessalonicenses: Quando estávamos aí, demos esta regra: Quem não quer trabalhar, que não coma (2Ts 3.10). Por que ele disse isso? Será que tinha raiva do pessoal de lá? Claro que não! Ele sabia que segundo o plano de Deus deve­mos ganhar o nosso pão de cada dia por meio do trabalho.

O trabalho é mesmo uma bênção quando entendemos que por meio dele muitas pessoas serão abençoadas. Então não podemos ser preguiçosos, certo? Se cairmos na preguiça, aí sim não vamos caminhar para a frente, mas só para trás. E não é isso que Deus deseja para você e sua família.

O trabalho não é uma penalidade de Deus para você, muito pelo contrário! Por meio do trabalho, você pode ajudar a suprir as necessidades de muitas pes­soas e ainda ganhar o dinheiro necessário para o sustento seu e da sua família. Faça seu trabalho da melhor forma possível, pois isso agrada a Deus.

Você é um workaholic?

Você sabe que essa expressão — workaholic — é usada para pessoas “viciadas em trabalho”? Você se considera uma delas?

Veja então o que a Palavra de Deus diz em Gênesis 2.2,3: “No sétimo dia Deus acabou de fazer todas as coisas e des­cansou de todo o trabalho que havia feito. Então, abençoou o sétimo dia e o abençoou como um dia sagrado, pois nesse dia ele acabou de fazer todas as coisas e descansou”.

Pois bem, você sabe que o trabalho é muito importante, não é? Afinal, é por meio dele que ganhamos dinheiro. E você sabe que o dinheiro é usado para suprir as nossas necessida­des e os nossos desejos.

Mas você acha que é correto ficar pensando só em tra­balhar cada vez mais? A Bíblia não apoia esse tipo de pensa­mento. E por quê? Porque você deve manter equilíbrio entre o trabalho e o descanso.

Veja que o texto bíblico diz que o próprio Deus descansou. E ele nem precisava fazer isso, porque ele não se cansa. A ideia é mais de pausa, de conclusão de sua obra magnífica, que foi a Criação.

Mas é bom você perceber que conosco é diferente, porque o fato é que nós nos cansamos, e por isso necessitamos de um período de descanso para repor nossas energias. Precisamos descansar diariamente para termos condições de continuar com o nosso trabalho. Além do mais, você precisa parar o trabalho a fim de alternar sua atenção para outras atividades do dia a dia. Por exemplo: dar atenção à sua família, seja você filho, filha, pai ou mãe. Ter um período para meditar na Palavra de Deus ou até mesmo para o lazer. Ou seja, a vida não é só trabalho.

Outra questão importante é saber que, você precisa contar com Deus nessa equação do trabalho. Veja o que diz o escritor bíblico no salmo 127, nos versículos 1 e 2: Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para cons­truí-la. Se o Senhor não proteger a cidade, não adianta nada os guardas ficarem vigiando. Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando-se cedo e se deitando tarde, pois é Deus quem dá o sustento aos que ele ama, mesmo quando estão dormindo. Ou seja, você deve trabalhar arduamente, mas não pense que é apenas o seu trabalho que garante o resultado.

Estabeleça seu horário de trabalho diá­rio: início e fim. Por exemplo, das 8 às 18 horas. Depois alterne com outras atividades, tais como dar suporte em casa, estar com a família e com amigos. Por último, durma o suficiente para estar pronto para o dia seguinte.