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A escolha do padrão polar dos microfones

Problemas com microfonia? Captação muito fraca da voz do pastor? Som do instrumento acústico alterado quando capta com microfones? Talvez você não saiba, mas o problema pode estar na escolha inadequada do microfone, com padrão polar não recomendado para a sua necessidade de aplicação.

Sabe aquele gráfico que aparece no lado de fora da caixa do microfone novo, ou em uma pequena folha inserida dentro da embalagem? Aquele, que pode aparecer com um gráfico linear de e um globo com uma “bolinha” no centro (figura 1)? Pois essas são as representações gráficas da resposta de frequência de seu microfone as faixas de grave, médio e agudo, e do ângulo de abertura de captação. Repare que, nos gráficos de alguns modelos, aparece até o desenho do microfone no centro do globo, para facilitar a compreensão do mesmo (figuras 2 e 3).

 

Por isso, ao adquirir um microfone, considerar o padrão polar é essencial para obter sucesso no processo de captação de som. Vamos então conhecer quais são os principais padrões?

OMNIDIRECIONAL (figura 2): É o padrão que encontramos em boa parte dos microfones de lapela, over all de bateria, microfones de coral, entre outros. Tem esse nome porque capta, com relativa uniformidade de leitura de frequências, em todas as direções. Por isso pode ser um problema quando usado perto de fontes de áudio como caixas de PA, caixas de retorno e até mesmo fones de ouvido – dependendo do nível do volume empregado.

 

DIRECIONAL (figura 3): Tem uma concentração maior na parte frontal, com relativa “fuga” traseira. Falo relativa porque subdividimos os direcionais em 4:

Cardióides – tem uma abertura de ângulo frontal maior, mas precisa ser usado a distâncias mais curtas da fonte sonora. Em contrapartida, praticamente não tem fuga traseira, o que ajuda muito a evitar microfonias com monitores/caixas de retorno.

Supercardióides (ou subcardióide) – tem um ângulo de abertura frontal menor, mas pode ser usado mais afastado da fonte sonora. Em contrapartida, apresenta fuga traseira que pode gerar problemas com microfonia.

Hipercarióides – ainda mais restrito no que diz respeito ao ângulo de cobertura frontal, tem a vantagem de ganhar em distância: podemos usá-lo ainda mais distante da fonte sonora – desde que em eixo frontal, ou seja, bem de frente para a capsula. Em contrapartida, tem uma fuga traseira ainda mais sensível, o que o torna um microfone suscetível a microfonias se usado perto de monitores e caixas de PA. Muito empregado em microfonação de instrumentos de sopro.

Bidirecional – de uso mais restrito, é praticamente o mesmo que usar dois microfones, um de costas para o outro, deixando a zona de cancelamento para as laterais.

 

Claro que teríamos muito mais para falar sobre esse assunto, inclusive inserindo exemplos de aplicação, contudo nosso espaço na coluna não permite. Mas você pode me escrever e conversamos mais sobre esse e outros assuntos importantes na escolha de um microfone (impedância, sensibilidade, tipo de capsula, efeitos de cancelamento, etc.). Nosso prazer é servir a Igreja brasileira. Deus te abençoe!

CRISE PESSOAL COM “FINAL FELIZ”!

Asafe conta no Salmo 73, como ficou revoltado contra Deus, ao ver que os desonestos e corruptos tinham sucesso na vida – e ele (que andava certinho), estava cheio de problemas! Até que Deus começou a lhe mostrar o final da vida deles!

“Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos” – Salmo 73:28.

 Este, em minha opinião, é um dos versículos mais preciosos da Bíblia! Daqueles que precisamos decorar e repassar na mente, para jamais esquecer! Mas existem momentos na vida cristã, em que estamos muito mal e não fazemos uso dele.

Os problemas são tantos, as situações são tão desgastantes, que somos tentados a achar que NEM DEUS pode resolvê-las. Nosso “stress” é tão grande, que NÃO QUEREMOS estar junto a Deus, nem fazer dEle o nosso refúgio e MUITO MENOS pregar aos outros os feitos do Senhor, como diz o texto.

As origens dos abalos que sofremos, podem ser absolutamente humanas, mas nossa vida espiritual acaba sendo afetada. Sentimos que, como planta sem água, estamos ficando cada dia mais SECOS. E quando nos isolamos do Senhor, acumulamos PERDAS ESPIRITUAIS.

Alguns exemplos de perdas espirituais são: enfraquecimento na fé; fortalecimento de um espirito crítico contra os irmãos em Cristo; incapacidade de reconhecer os próprios erros; a raiz de amargura; desconfiança de que as promessas bíblicas sejam verdadeiras e possam ser realizadas; ao invés de termos a Deus como SOLUÇÃO dos problemas da vida, passamos a criticá-lO e culpá-lO por todo o mal que nos acontece.

A passagem bíblica acima, foi escrita por Asafe e representa o “final feliz” de um drama, relatado através do Salmo 73. Ele viveu uma crise pessoal e sem perceber cultivou suas perdas espirituais. Entretanto voltou-se para Deus, que amorosamente o acolheu. O salmista confessa que passou por momentos tão terríveis, que quase saiu do caminho dos que agem corretamente, para agir como os que vivem “mergulhados” na prática de coisas erradas.

A Palavra de Deus é maravilhosa, por mostrar a verdade nua e crua, pela qual passam seus escritores. Alguns deles descrevem momentos de “vitórias e triunfos” (p. ex.: Moisés libertando o povo das mãos do Faraó), mas outros passam por “abismos e derrotas” fantásticas (p. ex.: Davi e seu pecado com Bate-Seba), ainda que se arrependam e voltem à prática do que é certo!

O Criador quis que fossem registradas, tanto as experiências alegres, quanto as frustrantes. A verdade do que aconteceu, sem encobrir, sem esconder, sem dar a falsa ideia de que “os servos do Senhor não passam por problemas”. O testemunho dos escritores bíblicos, tem a função de comunicar que “a Graça do Senhor está disponível”, a seres humanos falhos e imperfeitos como nós.

Muito bom saber que mesmo sendo falhos, o Senhor se interessa por nós! A Bíblia não foi escrita para quem se acha “perfeito e sem problemas”, pois foi o próprio Jesus que afirmou: “os sãos não precisam de médico”. Quem se acha tão bom, não caiu na realidade de que “TODOS carecem da Glória de Deus”!

 QUAL FOI O PROBLEMA DE ASAFE?

Pode ser que você, em algum momento de sua vida, já tenha se identificado com o problema de Asafe. Ele estava furioso, por perceber que os ímpios (aqueles que não andam como Deus quer) tinham sucesso e prosperidade; por sua vez, os que tinham coração puro (os que fazem a vontade do Senhor) acabavam sofrendo diariamente.

A descrição que Asafe faz destas pessoas ímpias é bem detalhada e creio que se aplicaria a muitas pessoas, nos dias de hoje. Eles eram:

  • Arrogantes(v. 3) – pessoas insolentes, atrevidas, que usam num mal sentido o orgulho e a altivez.
  • Soberbos(v. 6) – presunçosos, pois agiam como se estivessem sempre “acima dos mortais”.
  • Violentos(v. 6) – usavam a força, a coerção, o constrangimento físico e moral, a grosseria, como prática normal de seu dia-a-dia (no trabalho, com a família etc). A passagem menciona “vestir-se com a violência”.
  • Maliciosos(v. 7, 8) – pessoas de má índole, astutas, manhosas, que usavam de esperteza, para enganar os outros e levar vantagem.
  • Opressores(v. 8) – causavam prostração, humilhação, coagindo, forçando outras pessoas para que fizessem o lhes interessava, de forma impositiva e ditatorial.
  • Maldizentes(v. 9) – isto é, amaldiçoavam, praguejavam, blasfemavam, ultrajavam tanto a Deus, quanto aos homens.

Apesar destas “más qualidades”, sabem que RESULTADOS eles estavam conseguindo? Veja: não tinham tantas preocupações (v. 4); tinham corpos sadios (v. 4); não se cansavam por trabalhar demais, como as outras pessoas (v. 5); o povo em geral, sentia inveja e queria ser como eles (v. 10); acreditavam que poderiam enganar até mesmo a Deus (v. 11); despreocupados, continuavam aumentando a sua riqueza (v.12).

O SENTIMENTO DE ASAFE

O que lemos acima é revoltante, não é mesmo? Creio que eu e você poderíamos ter reações parecidas com as de Asafe. Os vs. 13 a 16 mostram todo o seu desânimo e desapontamento:

 “Será que foi à toa que eu me esforcei para não pecar e permanecer puro? Vejam qual foi o resultado: sofrimento e problemas durante toda a vida! Se eu tivesse realmente dito essas coisas, seria um traidor do povo de Deus. Mas realmente é muito difícil entender esse fato – o sucesso de pessoas que desprezam a Deus!” (Bíblia Viva).

Talvez possamos interpretar as dúvidas do salmista: “Será que eu PERDI meu tempo, confiando em Deus?”, “Será que fui um IDIOTA, agindo corretamente durante toda a minha vida?”, “O que eu ganhei obedecendo ao Senhor?”, “Será que gastei minha vida INUTILMENTE andando nos caminhos de Deus?”

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Asafe era reconhecido como um homem dedicado à adoração ao Senhor. O próprio Davi o tornou chefe do grupo que liderava o louvor (1Cr 16:4-5). Foi reconhecido até como vidente (2Cr 29:30). Sua vida tinha se tornado exemplo até para seus filhos, que seguiram seus passos e também se tornaram líderes na adoração (1Cr 25:1-2). Apesar de toda esta “folha corrida” de bons serviços prestados, aquelas dúvidas atormentaram até mesmo a este homem de Deus!

O salmista confessa que não podia nem mencionar estas dúvidas, pois temia ser mal interpretado, considerado um traidor ou herege, no meio de sua comunidade. Pressionado, ele só vê uma saída: CORRER PARA PERTO DE DEUS! (v. 17 “até que entrei no santuário de Deus, e compreendi o destino dos ímpios”). Na presença do Senhor, ele honestamente ABRE O SEU CORAÇÃO e derrama todas as suas indignações e queixas!

Através dos versículos que se seguem e pela atitude demonstrada por Asafe em todo o Salmo, percebemos que ao entrar na presença de Deus, o Senhor lhe dá uma nova visão sobre o problema, sobre si mesmo e sobre Deus.

 UMA NOVA VISÃO SOBRE O PROBLEMA

Os vs. 18 a 20, mostram que o Senhor tranquiliza ao salmista, quando mostra que O PECADO NÃO FICARÁ IMPUNE. Deus fará isso, porque Ele é JUSTO!

“Certamente os pões em terreno escorregadio e os fazes cair na ruína. Como são destruídos de repente, completamente tomados de pavor! São como um sonho que se vai quando acordamos; quando te levantares Senhor, tu os farás desaparecer ” (NVI).

Inúmeras são as passagens, através de toda a Bíblia, em que o Senhor garante o Seu carinho pelos justos e o Seu desprezo pelos que insistem em promover o mal. Mas uma delas se destaca: 1Pe 3:12 – “Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor ESTÁ CONTRA aqueles que praticam males”.

A nova visão sobre o problema, que Deus dá a Asafe, mostra que:

  • TUDO o que os ímpios fazem, está sendo observado por Ele. Ninguém pode enganá-lO!
  • O Senhor não permitirá que o pecado fique impune, por causa da SUA JUSTIÇA.
  • A punição de Deus, virá quando nem os ímpios e nem os justos esperarem. Será de repente e quando Ele achar que é o tempo certo!
  • Como acontece em terrenos escorregadios, os ímpios vão TENTAR, mas não vão conseguir ficar em pé!
  • Ficarão apavorados e aterrorizados, com o castigo de Deus.
  • Os ímpios se acham tão poderosos, mas Deus se livrará deles TÃO FACILMENTE, quanto acordar de um sonho.

UMA NOVA VISÃO SOBRE SI MESMO

É bem provável, que o salmista tivesse um conceito próprio bem elevado. Afinal era um líder, reconhecido em sua área de atuação, como um dos melhores que existia.

Sendo esta área a de “Adoração a Deus”, pode ter avaliado que entrar na presença do Senhor, mais uma vez, não lhe traria tantas novidades. Que engano! Deus lhe daria uma nova visão sobre si mesmo!

Ao entrar na presença de Deus, Asafe encarou sua própria vida e achou-se em falta diante do Senhor. Os vs. 21 e 22, 2 e 3 revelam um pouco do que ele viu:

“Quando meu coração ficou revoltado contra Deus, as minhas emoções entraram em guerra dentro de mim; agi como um irresponsável, como um louco ignorante diante de Ti. (…) Eu quase tropecei e caí. Por pouco não abandonei o caminho certo. Meu problema é que eu tinha inveja dos orgulhosos, vendo o sucesso e a felicidade dos maus” (Bíblia Viva).

Nesta nova visão sobre si mesmo, Deus revela que:

  • Não adianta reclamar do erro dos outros, sem antes sondar e reavaliar suas próprias atitudes.
  • Seu afastamento do Senhor, estava lhe causando um retrocesso como ser humano e como servo de Deus.

A decepção foi muito grande! Nem ele mesmo acreditava, que conseguiria agir de forma tão baixa, ao tornar-se um INVEJOSO dos que praticam o mal. Achou-se: IRRESPONSÁVEL, LOUCO e IGNORANTE. Algumas traduções usam as palavras INSENSATO, EMBRUTECIDO e IRRACIONAL (isso mesmo: um animal irracional!).

O objetivo de Deus, ao mostrar como estava o seu coração, não era “esmagar Asafe, por ser tão pecador”. O Senhor quis promover a oportunidade de ARREPENDIMENTO e RECONCILIAÇÃO com Ele. Este não é um privilégio oferecido apenas ao salmista: Deus sabe do potencial de seus filhos (até dos que caem) e anseia pela reconciliação com Ele. 1Jo 1:9 – “Se confessarmos os nossos pecados, Ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.”

UMA NOVA VISÃO SOBRE DEUS

Ao entrar na presença do Senhor, Asafe começou a ter uma nova visão sobre Ele. Quem sabe o salmista já conhecesse a Deus, mas apenas de maneira litúrgica ou formal. O Criador quer ser íntimo daqueles que O temem (Sl 25:14 – “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança”).

Foi assim que Asafe começou a desfrutar da CERTEZA de que o Deus é bom, é fiel e manifesta amor, mesmo quando não percebemos isso! Passou a RECONHECER que o Senhor esteve com ele, nos bons e nos maus momentos de sua vida. Convenceu-se de que não há NADA e NINGUÉM mais precioso que o Senhor!

“E apesar de tudo isso, Tu estavas sempre a meu lado, segurando bem firme a minha mão direita. Tu me guiarás com a tua sabedoria durante esta vida e depois me receberás ao teu lado, na glória. Quem mais, além de Ti, eu posso considerar como Deus? Ninguém! Aqui na terra, o que eu mais desejo é a tua presença. Minha saúde pode acabar, meu coração ficar doente, mas Deus é a fortaleza do meu coração. Ele é a minha eterna riqueza!” (Sl 73:23-26 – Bíblia Viva).

E foi neste contexto, em que o autor declarou: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos” – Sl 73:28.

E você, como está? Sente-se sente SECO espiritualmente, como planta sem água? Está acumulando ou cultivando suas próprias PERDAS ESPIRITUAIS? Já é hora de mudar!

Faça como Asafe: CORRA PARA DEUS! Entre na presença do Senhor, AGORA MESMO! Ele vai acolhê-lo, cuidar dos seus temores e lhe dar UMA NOVA VISÃO sobre seus problemas, mostrando o caminho a seguir, sobre si mesmo para que você perceba o que precisa mudar e sobre Deus para que, ao conhecê-lO profundamente, não esqueça que Ele é a SOLUÇÃO e jamais o problema! Chega de PERDAS! Desfrute das bênçãos daqueles que são íntimos de Deus!

Influenciador de pessoas…

Na maioria das organizações, a pessoa que tem posição adquire um poder incrível. No exército, por exemplo, os líderes utilizam-se de sua posição e, se tudo o mais falhar, podem jogar os subalternos numa cela. Em empresas, os “chefes” têm grande poder sobre os salários, benefícios e bonificações. A maioria das pessoas que segue o líder se mostra muito cooperativa, especialmente quando o seu sustento está em jogo.

Entretanto, em organizações de voluntários, a única coisa que realmente funciona é a liderança em sua forma mais pura. Os líderes possuem somente a influência para ajudá-los, inspirando-os à cooperação livre e gratuita sem que sejam forçados a fazê-lo. Se o líder não tiver influência sobre eles, significa dizer que não irão segui-lo.

Portanto, se você é um empresário e realmente deseja descobrir se seu pessoal é capaz de liderar, faça com que passem algum tempo como voluntário. Se conseguir fazer com que as pessoas o sigam, então saberá que realmente tem o poder de influenciar, além da capacidade necessária para liderar.

Entre os maiores exemplos de líderes que, mesmo sem nenhum poder, conseguiram influenciar nações inteiras estão: Martin Luther King, que liderou um movimento pela liberdade e igualdade dos negros nos Estados Unidos; Mahatma Gandhi, que através de seus ensinamentos liderou uma revolução pacífica, libertando a Índia do domínio imperialista inglês; Madre Tereza de Calcutá, que levou milhares de pessoas a fazerem o bem seguindo seus passos; o maior de todos os líderes, Jesus Cristo, que abriu mão de qualquer poder, que veio ao mundo em forma de homem e que apesar do tempo  continua sendo o maior influenciador de multidões até hoje.

Que lição se pode extrair desses modelos de liderança? Liderar é influenciar, de forma a inspirar pessoas a fazerem mais, a darem o seu máximo sem se importarem com posição ou fama. Para isso o líder precisa servir às pessoas. Essa é a verdadeira essência da liderança. Por isso, todas as organizações necessitam de pessoas capazes de exercer a liderança em sua forma mais pura, isto é, sem forçar ninguém a cooperar.

Escolhas

Você consegue relacionar sua vida financeira com as escolhas que faz?

Se existe uma coisa que você faz a toda hora são escolhas, e elas certamente impactam não apenas suas finanças, mas também vários outros aspectos de sua vida pessoal e familiar.

Nesse particular, um texto da Palavra de Deus em Gênesis 13 despertou minha atenção. Dê uma olhadinha lá, por favor.

Abraão, obedecendo ao chamado de Deus, tinha saído de sua terra natal e levou com ele seu sobrinho Ló. Ambos haviam enriquecido muito e estavam tendo dificuldades de conviver.

Houve então uma desavença entre os pastores de Abraão e os de Ló, e por isso Abraão decidiu que não poderiam continuar juntos, mas que deveriam separar-se.

Então Abraão disse a Ló: Olhe, Ló, você escolhe para onde ir. Se você for para a esquerda, eu vou para direita. Se você for para a direita, eu vou para a esquerda.

Veja que Abraão deu a Ló o privilé­gio de escolher para onde ele iria. Estava tudo à disposição dele. Será que isso já aconteceu com você? Acredito que sim, mesmo que não tenha sido em circunstâncias semelhantes. Com certeza diariamente a vida coloca você diante de esco­lhas financeiras que precisa tomar. E como você vai decidir?

Voltando ao caso de Ló, veja o que aconteceu. Naquela hora de decisão, de escolhas, Ló olhou em torno e viu todo o vale do Jordão, todo ele bem irrigado. A Bíblia diz que “era como o Jardim do Senhor”. Então ele fez a escolha que, para ele, sem dúvida era a melhor. No entanto, mal sabia ele que naquele local estavam situadas duas cidades que fica­ram famosas pela destruição que viriam a sofrer: Sodoma e Gomorra.

A Bíblia afirma que os homens de Sodoma eram extremamente perversos e pecadores contra o Senhor. E o final você já deve estar sabendo, não? Quando Deus destruiu Sodoma e Gomorra, Ló saiu de lá sem nenhuma riqueza. Até sua mulher se transformou numa estátua de sal porque tam­bém ela escolheu não obedecer à ordem de Deus. Trágico, não? Mas, no final, essa história trágica pode ensinar a você a aprender com os erros dos outros. Pois nem sempre o que parece bom, realmente é assim. Lembre-se disso nas escolhas financeiras. Elas estarão a toda hora diante de você.

Conclusão: Você terá de fazer escolhas financeiras e não deve ser enganado pelas aparências, por aquilo que parece ser o certo ou o melhor.

Verifique os princípios que estão envolvidos em suas escolhas e decida sem­pre pelo que é certo, pelo que é correto. Submeta suas decisões a Deus em oração. Tome conselho com pessoas piedosas e competentes para ajudar você em suas deci­sões financeiras. Fuja da mentira. Fuja da ganância. Seja generoso. O que parece uma perda, pode tornar-se uma grande bênção. Lembre-se sempre: Os planos e os cami­nhos de Deus são mais altos que os nossos.

Como se relacionar com pessoas difíceis…

Os relacionamentos são a base para o sucesso em qualquer área da vida. A Bíblia nos ensina que é “melhor serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho”. – Eclesiastes 4:9. Estudos mostram que saber se relacionar leva as pessoas a terem uma maior produtividade, maior eficácia, sem falar numa melhor qualidade de vida, afinal:

  • 85% do sucesso pessoal depende dos relacionamentos interpessoais;

Mas, o que determina se o relacionamento será bom ou ruim, não é o tratamento que você recebe, mas a forma como você reage a eles. Há vários tipos de pessoas complicadas, e é útil saber identificar seus traços em comum e aprender a lidar de maneira eficaz:

  1. Tanque de guerra:gente desse tipo tem a tendência de intimidar os outros por sua atitude: usam a força e o poder. Seu comportamento é agressivo, às vezes até hostil e não dá margem a diálogos.

Como lidar: seja objetivo, pois elas não entendem muito o que é diplomacia e como  usam de poder para intimidar, podem contar com muitos aliados.

  1. Mundo da Lua:vive em seu universo próprio, não se entrosa. Não costumam reagir às técnicas normais de motivação.

Como lidar: não a coloque numa posição de liderança. Ela não será capaz de determinar o ritmo dos demais. Tente descobrir seu traço mais singular e procure desenvolver.

  1. Vulcão:é explosive, imprevisível e costuma ser muito arredia, provoca muita tensão e é difícil se sentir a vontade, pois nunca se sabe quando estão para explodir.

Como lidar: chegue de mansinho, faça testes para saber como está o humor. Mantenha a calma e puxe a pessoa de lado. Depois disso, deixe que ela desabafe tudo. Não tente interromper, pois não ouvirá o que você tem a dizer. Por fim, leve a pessoa a compreender a responsabilidade que tem sobre as coisas que diz.

  1. Melindroso:São cheios de autopiedade e tentam comover os outros para que se compadeçam deles. São manipuladores e opressivos. Costumam usar o silêncio para conseguirem o que querem.

Como lidar: Alerte o melindroso de que melancolia é uma escolha. Não dedique atenção demais, principalmente se tiver outras pessoas presentes, pois farão de tudo para chamar a atenção. Mostre pessoas que enfrentam problemas de verdade. Isso ajudará a ver a si mesmos de uma maneira diferente e positiva.

  1. Estraga-prazeres:são negativos o tempo todo. Acham tudo impossível. Adoram contar as ofensas que sofreram, afagando as próprias feridas e não fazem questão de se curar.

Como lidar: com amor, firmeza, demonstrando onfiança nessa pessoa. Ela precisa escolher entre ser mais positiva ou não.

  1. Aproveitador:evita a responsabilidade. Costuma usar a culpa para conseguir o que desejam.

Como lidar: determinando os limites aos quais você se dispõe a chegar para ajudá-lo. Exija responsabilidades. Não se sinta em divida com os aproveitadores. Na maioria das vezes, um simples e firme “não” é o melhor remédio.

Podcast, a (nova) estrela das plataformas digitais

Você tem o costume de ouvir podcasts? Ou pelo menos já ouviu falar? Não é algo novo, pois o termo foi criado pelo ex-VJ da MTV, Adam Curry, no início dos anos 2000, da junção das palavras iPOD (aquele player de áudio digital da Apple, lembra dele?) e o termo em inglês Broadcasting (transmissão, sistema de disseminação de informação em larga escala). Contudo, foi nos últimos 18 meses que essa ferramenta explodiu no Brasil, com o surgimento de diversas novas iniciativas para os mais variados públicos e formatos: narrações de histórias, debates em torno de temas específicos, entrevistas, resenhas de livros, devocionais, ou simplesmente o registro de conversas sobre diversos assuntos. E diversas igrejas e ministérios têm usado a mesma como canal de comunicação.

Apesar de lembrar um programa de rádio, o podcast se diferencia por sua praticidade: arquivos de áudio leves e disponíveis para download, sem hora marcada para ouvir, nem duração exata. Você acha de graça na internet, pode assinar o serviço para ser lembrado sempre que surgem novos episódios e pode ouvir no carro, na academia, lavando louça, no transporte público ou na sala de espera de um consultório, ou seja, onde quiser e puder.

Outro motivo que tem feito dessa ferramenta um sucesso é o fato de que é algo muito fácil de produzir e disponibilizar, e com essas dicas que vou partilhar com você ficará ainda mais fácil. Anota aí:

  1. Do que preciso? De um bom tema, um pessoal que realmente tenha conhecimento do assunto e facilidade para conversar, um local silencioso e algum equipamento (veja abaixo);
  2. De equipamento, você vai precisar de:

    Figura 1
  3. a) uma interface de gravação – pode ser um gravador digital (como, por exemplo, o da figura 1), um smartphone com um bom app de gravação, ou ainda um computador com um programa de gravação e edição instalado (o Audacity é uma opção gratuita e muito boa!).

    Figura 2
  4. b) Microfones – existem hoje microfones criados especialmente para esse fim (figura 2), que podem ser conectados diretamente em seu smartphone, tablet ou na USB de seu computador. Mas você também pode usar microfones comuns e uma pequena mesa de som (figura 3)
    Figura 3

    ligada ao seu computador, sem problemas;

  5. Equipamento em mãos, sala preparada e convidados a postos? Está QUASE tudo ok, mas ainda não aperte o REC! Tenha em mãos uma estrutura do episódio – um pré-roteiro com informações úteis sobre o tema e algumas perguntas e partilhe isso com seus convidados. Mesmo sendo algo informal e descontraído, é preciso ser organizado para evitar aqueles “vazios” indesejados durante a gravação;
  6. Gravou? Edite usando uma vinheta legal com trilhas sonoras gratuitas (tem bancos do YouTube e Facebook à disposição);
  7. Chegou a hora publicar! Eu sugiro começar com o serviço do Anchor fm que, além de gratuito, já distribui seu podcast para os principais agregadores e players de áudio, como o Google Podcast, iTunes e Spotify, entre outros.
  8. Não se esqueça de divulgar em seus perfis nas redes sociais, site da igreja ou organização, boletim etc. A divulgação é a alma do negócio!

Quer curtir alguns podcasts cristãos legais? Confira essas sugestões no Spotify ou diretamente nos sites: QuintaCast, Irmaos.com, BTCast, entre outras boas opções.

E se quiser saber mais sobre a técnica por trás da produção, me escreva. Vou até aí e produzimos juntos para aprender! É sempre um prazer servir à Igreja de Cristo.

Obediência

O que será que a obediência tem a ver com suas finanças? Vi na Bíblia uma passagem muito significativa que me chamou muito a atenção. Dê uma olhada na sua Bíblia e veja o texto de Gênesis 7.5, que diz assim: “Noé fez tudo conforme o que o Senhor Deus havia mandado”.

Ao ler essa passagem, talvez você não perceba o quanto a obediência é importante para a realização de tudo o que Deus deseja fazer em sua vida, inclusive na área financeira. Nós, seres huma­nos, lutamos muito com esta questão de obediência e, a não ser que você seja muito diferente de todos nós, acho que você também luta com isso.

Porque, como diz a Palavra de Deus, o espírito é forte, mas a carne é fraca — e nas finanças isso não é muito diferente. Às vezes desobedecemos a Deus por não conhecer o caminho a seguir. Quer dizer, muitas vezes tomamos decisões financeiras erradas porque não conhece­mos os princípios bíblicos de administração do dinheiro.

Até aí você ainda tem uma desculpa. Mas e quando sabemos o que fazer, mas não obedecemos? Como fica a coisa então? Aí não resta mesmo desculpa! Muitas vezes ficamos aborrecidos com Deus porque não conseguimos o progresso financeiro que gostaríamos.

Mas será que você está realmente obede­cendo a Deus? É sempre bom fazer essa autorreflexão. Eu procuro fazer isso e, algumas vezes, vejo que deixo a desejar, que preciso melhorar minha obediência.

Vamos então parar um pouquinho e ver o caso de Noé. A Bíblia diz que ele obe­deceu em tudo. Não ficou questionando Deus. Viu como isso pesa no resultado final? E repare que a arca não deve ter saído nada barata! O projeto era gigantesco e certamente foram necessários muitos recursos financeiros. Além do mais, humanamente falando, a coisa não fazia muito sentido. Acho que as pessoas deviam achar que ele estava ficando louco mesmo. Mas ele seguiu adiante, e por isso recebeu o favor de Deus. E por causa de sua obediência, Deus estabeleceu uma aliança com ele e com sua descendência.

Outros personagens bíblicos também foram obedien­tes a Deus. Abraão foi obediente ao seu chamado de sair do meio do seu povo e de sua família. E Deus lhe disse: Os seus descendentes vão formar uma grande nação. Eu o aben­çoarei, e seu nome será famoso, e você será uma bênção para os outros. Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem. E por meio de você eu abençoarei todos os povos do mundo.” (Gênesis 12.2-3.)

Conclusão: Decida que você será obediente a Deus. Não deixe para amanhã esta decisão. Sempre que for tomar uma decisão financeira, pergunte a você mesmo: Qual princípio financeiro da Palavra de Deus está envol­vido nesta decisão? Estou sendo obediente a esse prin­cípio, ou não? Ore sempre antes de tomar suas decisões financeiras. Sempre que possível, peça a um amigo para conferir sua obediência.

A vocação para articular

Henry Ford, a quem podemos chamar de o maior industrial do início do século XX, fundador da Ford Motor Company, certa vez disse: “Só há uma coisa pior do que formar colaboradores e eles partirem. É não formá-los e eles permanecerem.” Ford fez diversas inovações na produção industrial, entre as quais está o conceito de linha de montagem ou montagem em série, que produzia automóveis em menos tempo e a um custo menor. Seu método foi reproduzido à exaustão e revolucionou a indústria e o comércio, consequentemente!

Por que ou como uma boa ideia ou um modelo de trabalho pode fazer tanto progresso e ampliar de modo tão assombroso as relações industriais e comerciais e também sociais? Uma das respostas possíveis está na vocação para articular determinadas situações (por exemplo, criar demandas, gerir processos, concentrar-se no essencial etc.) e articular peças na engrenagem (treinar pessoas, desenvolver potencialidades, delegar papeis e responsabilidades etc.).

Essa engrenagem, embora bem utilizada na indústria, não é uma inovação entre líderes cristãos e suas ovelhas. Não para aqueles que seguem o que o apóstolo Paulo escreveu há quase dois mil anos. Veja: “Dele [Cristo] todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.” (Efésios 4.16; ênfase minha.)

O corpo humano tem mais de 300 “juntas” dessas mencionadas por Paulo. São elas que dão condição a um membro para mover-se, e esse membro facilita a movimentação de outro, consecutivamente. Se uma junta no ombro deixar de articular, os movimentos do braço e da mão correspondentes serão comprometidos.

Assim, é fundamental que a liderança tome consciência de seu papel de articuladora dentro do Corpo de Cristo, para que todos os membros possam funcionar bem e o corpo da Igreja seja dinamizado, gerando vida, consolação, motivação, ensino, pastoreio, evangelização, missões etc. A vocação da liderança é equipar os membros, não é fazer a obra do ministério. É um paradoxo que o ministro não faça a obra do ministério. Mas é isso que lemos na mesma carta de Paulo quando ele disse que os ministros dados por Jesus (Ef 4.11) têm “o fim de preparar os santos para a obra do ministério” (Efésios 4.12).

Você é líder na Igreja? Então aprenda que a sua vocação é treinar o corpo todo para que todos sejam atuantes e abundantes no serviço cristão!

Influenciador de pessoas…

Na maioria das organizações, a pessoa que tem posição adquire um poder incrível. No exército, por exemplo, os líderes utilizam-se de sua posição e, se tudo o mais falhar, podem jogar os subalternos numa cela. Em empresas, os “chefes” têm grande poder sobre os salários, benefícios e bonificações. A maioria das pessoas que segue o líder se mostra muito cooperativa, especialmente, quando o seu sustento está em jogo.

Entretanto, em organizações de voluntários, a única coisa que realmente funciona é a liderança em sua forma mais pura. Os líderes possuem somente a influência para ajudá-los, inspirando-os à cooperação livre e gratuita sem que sejam forçados a fazê-lo. Se o líder não tiver influência sobre eles, significa dizer que não irão segui-lo.

Portanto, se você é um empresário e realmente deseja descobrir se seu pessoal é capaz de liderar, faça com que passem algum tempo como voluntário. Se conseguir fazer com que as pessoas o sigam, então saberá que realmente tem o poder de influenciar, além da capacidade necessária para liderar.

Entre os maiores exemplos de líderes que, mesmo sem nenhum poder, conseguiram influenciar nações inteiras estão: Martin Luther King, que liderou um movimento pela liberdade e igualdade dos negros nos Estados Unidos; Mahatma Gandhi, que através de seus ensinamentos liderou uma revolução pacífica, libertando a Índia do domínio imperialista inglês; Madre Tereza de Calcutá, que levou milhares de pessoas a fazerem o bem seguindo seus passos; o maior de todos os líderes, Jesus Cristo, que abriu mão de qualquer poder, que veio ao mundo em forma de homem e que apesar do tempo  continua sendo o maior influenciador de multidões até hoje.

Que lição se pode extrair desses modelos de liderança? Liderar é influenciar, de forma a inspirar pessoas a fazerem mais, a darem o seu máximo sem se importarem com posição ou fama. Para isso o líder precisa servir às pessoas. Essa é a verdadeira essência da liderança. Por isso, todas as organizações necessitam de pessoas capazes de exercer a liderança em sua forma mais pura, isto é, sem forçar ninguém a cooperar.

Aprendendo a ouvir o coração do outro

– “Eu não entendo você! Sempre essa cara triste, mesmo quando eu faço o que você quer! Está tudo bem entre nós?”, diz o marido. A esposa cabisbaixa responde: – “Tudo certo! São coisas minhas…”.

 

Esta conversa tem se tornado cada vez mais comum na vida de muitos casais. Só que a verdade é que “não está tudo bem!”. A prova é que conselheiros conjugais, pastores e psicólogos têm presenciado uma quantidade cada vez maior de cônjuges que chegam à separação, por não perceberem o descontentamento que existe no coração da outra pessoa. Isto vai se acumulando, acumulando, até explodir numa sequência de eventos mais à frente.

Uma boa comunicação necessita de duas coisas: 1. Saber ouvir; e 2. Falar adequadamente. Mas existe a constatação de que muitos homens têm dificuldades em expressar seus sentimentos. Sendo assim, é razoável supor que eles também tenham problemas em ouvir os anseios do coração do próximo. É por isso que muitas esposas reclamam que seus maridos não as ouvem!

Uma coisa é certa: se não ouvi-la e nem deixá-la falar, as palavras permanecerão na mente da mulher, que ficará imaginando coisas. Ela pensará o pior e tudo isso se voltará contra o marido. Portanto, é melhor escolher o caminho da comunicação e compreender o coração um do outro.

O que é ouvir o coração? “É fácil ouvir o coração do outro! É só pegar um estetoscópio e colocar no lado esquerdo do peito”. Não estamos falando de medicina! Nossa intenção é que as pessoas aprendam a se comunicar e caminhem para uma real intimidade. Cada pessoa pode expressar necessidades, sentimentos, desejos, expectativas, gostos, sonhos e crenças próprias. Simplesmente ser ouvido, sem prejulgamentos ou preconceitos, em um clima favorável, no qual cada um procure entender o ponto de vista do outro, com compreensão e respeito.

Na verdade, foi isso que ocorreu quando o casal se conheceu e conversando muito, foram aos poucos abrindo seus corações um ao outro, até decidirem que deveriam chegar ao passo do casamento. Só que este “abrir de coração” nunca deve parar! Tem que continuar por TODA a vida! Infelizmente, nem sempre isso acontece!

Àqueles que são nossos melhores amigos, nós permitimos certas “ousadias” que não permitimos a qualquer pessoa comum, como, por exemplo, fazerem avaliações negativas sobre nós. E quando eles as fazem nós não gostamos, mas respeitamos, pois sabemos que estes amigos nos conhecem há muitos anos e falaram o que precisávamos ouvir, tentando nos ajudar.

Oras! Se ouvimos nossos melhores amigos, por que não ouvimos as observações feitas pelos nossos próprios cônjuges, que escolheram viver conosco pelo resto de suas vidas e têm todo interesse em que nos tornemos seres humanos melhores? Temos que ouvi-los! Veja o que diz Provérbios 27: “Como o ferro com o ferro se afia, assim o homem ao seu amigo” (v. 17); “Leais são as feridas feitas pelo que ama; porém os beijos de quem odeia são enganosos” (v.6).

Quando Magali e eu completamos 25 anos de casados, participamos de uma atividade na qual tivemos que responder as questões do livro “Fortalecendo seu casamento através da mentoria” do nosso amigo David Kornfield. Tínhamos que dar notas um ao outro, em diversas áreas do casamento e depois verificaríamos nossas respostas.

Eu dei notas maravilhosas para a Magali e para mim mesmo! Claro que para ela eram as melhores e para mim um pouquinho mais modestas (só um pouco). Mas quando eu olhei as notas que a Magali havia dado ao meu procedimento em cada área do casamento, meu mundo caiu! Ela só me deu notas baixas!!! Parecia que estávamos em casamentos diferentes!

Ao discutirmos cada questão (“por que você me deu esta nota?”), descobri que não faltava amor entre nós, muito pelo contrário! Mas sobrava irritação a ela, pelo meu jeito de fazer as coisas, de resolver os problemas, de deixar as coisas para resolver depois, e ela foi falando, falando, falando…, e continuamos falando por nove horas seguidas!! Aquele dia eu entendi o que era “ouvir o coração da minha esposa”! Nossa amizade se aprofundou como nunca. Eu cresci como marido, como pai e como ser humano. Creio que minhas notas hoje, seriam bem melhores!

Adquirir uma comunicação mais profunda, sendo capaz de abrir o coração e ouvir o outro, não é uma tarefa tão simples. É necessária habilidade e inteligência emocional. É preciso aprender certas regras e treiná-las.

Há casais que se amam, são bem-sucedidos profissionalmente, conquistaram bens materiais juntos como uma casa, um carro etc., porém são muito ruins na comunicação verbal. Não conseguem discutir um assunto divergente; não sinalizam equilibradamente ao outro quando algo que não lhe agrada foi feito; não mostram suas vontades e seus gostos livremente. Ao contrário: nesses momentos utilizam manipulações, reclamações, críticas ou o silêncio. O modo de se comunicar deve ser alvo de constantes avaliações para que haja crescimento e se possa medir se o relacionamento está saudável.

Cada cônjuge deve tomar consciência de como está a sua atuação dentro do relacionamento. Sentir-se culpado não resolve o problema. É preciso corrigir o que está errado e manter uma atitude de revisão e aprendizado constante. Avalie-se periodicamente e responda com sinceridade:

– Meu jeito de agir tem complicado ou facilitado a convivência entre nós?

– Estou causando satisfação ou insatisfação?

– Estou promovendo afastamento ou aproximação?

Aprendemos com o sábio rei Salomão em Eclesiastes 3.7 que há “tempo de calar e tempo de falar”. Isso reforça a ideia de que há o momento de silenciar para ouvir o coração do outro e, depois, responder aos seus anseios. A sabedoria está em saber qual é o tempo certo de cada atitude. Porém, quando for o momento adequado da resposta, que este seja o desafio do casal: “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.” (Colossenses 4.6).