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Aprendendo a ouvir o coração do outro

– “Eu não entendo você! Sempre essa cara triste, mesmo quando eu faço o que você quer! Está tudo bem entre nós?”, diz o marido. A esposa cabisbaixa responde: – “Tudo certo! São coisas minhas…”.

 

Esta conversa tem se tornado cada vez mais comum na vida de muitos casais. Só que a verdade é que “não está tudo bem!”. A prova é que conselheiros conjugais, pastores e psicólogos têm presenciado uma quantidade cada vez maior de cônjuges que chegam à separação, por não perceberem o descontentamento que existe no coração da outra pessoa. Isto vai se acumulando, acumulando, até explodir numa sequência de eventos mais à frente.

Uma boa comunicação necessita de duas coisas: 1. Saber ouvir; e 2. Falar adequadamente. Mas existe a constatação de que muitos homens têm dificuldades em expressar seus sentimentos. Sendo assim, é razoável supor que eles também tenham problemas em ouvir os anseios do coração do próximo. É por isso que muitas esposas reclamam que seus maridos não as ouvem!

Uma coisa é certa: se não ouvi-la e nem deixá-la falar, as palavras permanecerão na mente da mulher, que ficará imaginando coisas. Ela pensará o pior e tudo isso se voltará contra o marido. Portanto, é melhor escolher o caminho da comunicação e compreender o coração um do outro.

O que é ouvir o coração? “É fácil ouvir o coração do outro! É só pegar um estetoscópio e colocar no lado esquerdo do peito”. Não estamos falando de medicina! Nossa intenção é que as pessoas aprendam a se comunicar e caminhem para uma real intimidade. Cada pessoa pode expressar necessidades, sentimentos, desejos, expectativas, gostos, sonhos e crenças próprias. Simplesmente ser ouvido, sem prejulgamentos ou preconceitos, em um clima favorável, no qual cada um procure entender o ponto de vista do outro, com compreensão e respeito.

Na verdade, foi isso que ocorreu quando o casal se conheceu e conversando muito, foram aos poucos abrindo seus corações um ao outro, até decidirem que deveriam chegar ao passo do casamento. Só que este “abrir de coração” nunca deve parar! Tem que continuar por TODA a vida! Infelizmente, nem sempre isso acontece!

Àqueles que são nossos melhores amigos, nós permitimos certas “ousadias” que não permitimos a qualquer pessoa comum, como, por exemplo, fazerem avaliações negativas sobre nós. E quando eles as fazem nós não gostamos, mas respeitamos, pois sabemos que estes amigos nos conhecem há muitos anos e falaram o que precisávamos ouvir, tentando nos ajudar.

Oras! Se ouvimos nossos melhores amigos, por que não ouvimos as observações feitas pelos nossos próprios cônjuges, que escolheram viver conosco pelo resto de suas vidas e têm todo interesse em que nos tornemos seres humanos melhores? Temos que ouvi-los! Veja o que diz Provérbios 27: “Como o ferro com o ferro se afia, assim o homem ao seu amigo” (v. 17); “Leais são as feridas feitas pelo que ama; porém os beijos de quem odeia são enganosos” (v.6).

Quando Magali e eu completamos 25 anos de casados, participamos de uma atividade na qual tivemos que responder as questões do livro “Fortalecendo seu casamento através da mentoria” do nosso amigo David Kornfield. Tínhamos que dar notas um ao outro, em diversas áreas do casamento e depois verificaríamos nossas respostas.

Eu dei notas maravilhosas para a Magali e para mim mesmo! Claro que para ela eram as melhores e para mim um pouquinho mais modestas (só um pouco). Mas quando eu olhei as notas que a Magali havia dado ao meu procedimento em cada área do casamento, meu mundo caiu! Ela só me deu notas baixas!!! Parecia que estávamos em casamentos diferentes!

Ao discutirmos cada questão (“por que você me deu esta nota?”), descobri que não faltava amor entre nós, muito pelo contrário! Mas sobrava irritação a ela, pelo meu jeito de fazer as coisas, de resolver os problemas, de deixar as coisas para resolver depois, e ela foi falando, falando, falando…, e continuamos falando por nove horas seguidas!! Aquele dia eu entendi o que era “ouvir o coração da minha esposa”! Nossa amizade se aprofundou como nunca. Eu cresci como marido, como pai e como ser humano. Creio que minhas notas hoje, seriam bem melhores!

Adquirir uma comunicação mais profunda, sendo capaz de abrir o coração e ouvir o outro, não é uma tarefa tão simples. É necessária habilidade e inteligência emocional. É preciso aprender certas regras e treiná-las.

Há casais que se amam, são bem-sucedidos profissionalmente, conquistaram bens materiais juntos como uma casa, um carro etc., porém são muito ruins na comunicação verbal. Não conseguem discutir um assunto divergente; não sinalizam equilibradamente ao outro quando algo que não lhe agrada foi feito; não mostram suas vontades e seus gostos livremente. Ao contrário: nesses momentos utilizam manipulações, reclamações, críticas ou o silêncio. O modo de se comunicar deve ser alvo de constantes avaliações para que haja crescimento e se possa medir se o relacionamento está saudável.

Cada cônjuge deve tomar consciência de como está a sua atuação dentro do relacionamento. Sentir-se culpado não resolve o problema. É preciso corrigir o que está errado e manter uma atitude de revisão e aprendizado constante. Avalie-se periodicamente e responda com sinceridade:

– Meu jeito de agir tem complicado ou facilitado a convivência entre nós?

– Estou causando satisfação ou insatisfação?

– Estou promovendo afastamento ou aproximação?

Aprendemos com o sábio rei Salomão em Eclesiastes 3.7 que há “tempo de calar e tempo de falar”. Isso reforça a ideia de que há o momento de silenciar para ouvir o coração do outro e, depois, responder aos seus anseios. A sabedoria está em saber qual é o tempo certo de cada atitude. Porém, quando for o momento adequado da resposta, que este seja o desafio do casal: “O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um.” (Colossenses 4.6).

Realizando a Visão por meio de um time…

Certamente você já ouviu que a Visão corresponde a um dos maiores dons que Deus concedeu aos homens. Ver é uma função física dos nossos olhos, que nada tem a ver com Visão.

Visão tem a ver com o coração. Essa força interna capaz de dar a motivação necessária para realizar, construir.

Visão é a capacidade de ver além daquilo que os olhos são capazes de enxergar. Além do espaço físico de uma organização, departamento ou ministério. É ver os talentos das pessoas capazes de ajudar a construir tudo o que a Visão sinaliza como possível.

Cabe, portanto, ao líder, passar a sua Visão às pessoas de sua equipe para que possam assumi-la como sendo suas próprias visões.

Mas, o time que você tem hoje é capaz de realizar a sua visão?

Se sua resposta é não, alguma falha está ocorrendo com a sua maneira de liderar. Os líderes extraordinários sabem que atividade não representa necessariamente realização. Então, quem sabe você esteja cometendo o erro de pedir ajuda a seus liderados antes de se conectar ao coração deles. E como você faz isso? Duas dicas:

  1. Em vez de falar, ouça: Se o seu problema é falar demais e ouvir de menos, então está perdendo a grande oportunidade de estabelecer conexões mais produtivas e eficazes. Da próxima vez em que estiver numa reunião, faça um esforço consciente para permitir que os outros falem primeiro. Se for possível, marque uma reunião na qual você não fará nada a não ser ouvir os corações de seus liderados.

 

  1. Em vez de projetar sua imagem, projete sua integridade: Você precisa dizer que é o líder? Você precisa explicar para algumas pessoas que está no comando? Se precisar, então você terá que dar um passo atrás e passar algum tempo construindo, em primeiro lugar, um relacionamento de confiança com eles. A confiança é a essência da liderança.

Para ganhar o direito de ser seguido, você precisa tocar o coração das pessoas. Isto exige mais do que ser um gerente, um chefe ou um supervisor. Requer que você seja amigo, professor, treinador e desenvolvedor das pessoas. As pessoas não abraçam aquilo que seu coração não pode explicar. Quando as pessoas perceberem que são importantes para você como indivíduos e que as preocupações que elas têm fazem diferença naquilo que você faz ou deixa de fazer, então elas ouvirão aquilo que você tem a dizer.

E lembre-se: as pessoas não seguem líderes e sim as suas visões.

Afinal, para que servem as caixas do SUB?

Uma das perguntas que mais recebo de pastores que me procuram atrás de informações sobre a necessidade de comprar caixas de subwoofer para suas igrejas é esta: são realmente necessárias? Para que servem?

Pois bem, vamos a uma resposta direta e clara, sem rodeios ou armadilhas tecnicistas que mais confundem do que ajudam quem não tem muita familiaridade com a área.

O subwoofer ou SUB, como chamado popularmente pela galera do áudio – nada mais é que uma caixa de som que atende a faixa de frequências mais graves do espectro audível pelo ser humano, que vai de 20 Hz até a casa dos 200 Hz. Como nesta faixa de frequência o cone do alto-falante precisa movimentar muito ar, são alto-falantes de diâmetro grande e alto deslocamento do cone. Por isso caixas tão grandes!

Ok, mas quem faz uso disso? Os maiores beneficiados são os instrumentos musicais que trabalham nessa faixa de frequência – contrabaixo elétrico e o bumbo da bateria – se microfonado, por exemplo. A presença dessas caixas amplia a percepção acústica desses instrumentos, dando aos subgraves o mesmo patamar de volume das demais faixas de frequência que são disseminadas pelas caixas multiuso equipadas com alto-falantes de 10”, 12” ou 15” de diâmetro (para frequências graves, médio-graves e médio-agudas) e drivers para as frequências mais agudas.

Ah, ok, entendi! Posso comprar um par de subwoofers e colocar na minha igreja então que vai ser bom?” Calma lá! Nem sempre! A propagação de graves em ambientes sem tratamento acústico adequado e com diversas superfícies reflexivas paralelas (paredes de alvenaria, janelas de vidro, laje no forro e piso frio), torna o ambiente uma verdadeira caixa de reverb, uma “câmara de eco”, prejudicando muito a clareza da mensagem falada/cantada. Nesses casos, a inclusão de caixas de subwoofer pode agravar muito o problema, prejudicando demais a legibilidade do som. Por isso, se você já tem problema com som “embolado” antes de comprar o sistema de sub, cuidado! Melhor resolver esse problema antes de arranjar outro ainda maior…

Caixas de subwoofer são recomendadas para ambientes tratados acusticamente, na qual a qualidade de resposta do ambiente às diversas faixas de frequência não favorece altos tempos de reverb. São ambientes com grande presença de superfícies com índices adequados de absorção acústica – pisos de madeira, cadeiras estofadas, tapetes, forro com placas acústicas, entre outros. E, claro, onde a presença das frequências subgraves se faz necessária e justifica o valor investido (salas de projeção de filmes ou onde são microfonados/amplificados eletricamente instrumentos com a forte presença dos subgraves na formação de seus timbres característicos). Fora isso, é desperdício de dinheiro!

Ah! E sempre montado junto ao piso! Subwoofer transfere o som por vibração, e o chão é a superfície mais propícia para isso. Suspender o SUB é reduzir sua capacidade de “falar”.

Tem dúvida? Escreva-me! Estou aqui para servir à Igreja brasileira.

Integridade a qualquer custo

Por Paulo de Tarso

 

Quando falamos de dinheiro, normalmente pensamos em maneiras de ganhar mais, de multiplicar a nossa renda, aplicar o dinheiro e ter grande rentabilidade. Até aí, tudo bem. Em princípio, não é um erro desejar multiplicar seus ativos financeiros. Quero, porém, destacar uma qualidade de fundamental importância para qualquer pessoa que queira ter sucesso com o dinheiro. Essa qualidade é a integridade.

Peço então que você me acompanhe pelo texto de Gênesis 6.9, que diz assim: “Esta é a história de Noé […].” Noé era um homem direito e sempre obedecia a Deus. Entre os homens do seu tempo, Noé vivia em comunhão com Deus.

Vamos tentar entender o que estava acontecendo na terra. As pessoas haviam se corrompido totalmente, a ponto de Deus desejar destruir todos os seres viventes. Uma situação terrível a ponto de Deus se arrepender de ter criado a humanidade.

Mas aí vem uma luz no fundo do túnel: um homem cha­mado Noé. Deus olhou do céu, procurou, procurou… e achou. Quem? Noé. Um homem justo. Um homem que andava com Deus. Não é fantástico?

Pois se você quiser ter sucesso com dinheiro, a base de tudo deve ser o seu caráter, a sua integri­dade. E por que bato nessa tecla? Porque muitas pessoas até podem ter habilidade na gestão do dinheiro, podem ser admi­nistradores que geram resultado, mas muitas acabam caindo em desgraça pelo fato de não terem um caráter aprovado por Deus.

Por isso pergunto a você: Como está seu caráter? Você anda com Deus verdadeiramente? Eu me preocupo com isso porque sei que, se você não andar retamente, a queda pode ser grande, e as consequências, devastadoras.

Veja, por exemplo, o caso de Ananias e Safira, relatado na Bíblia em Atos, capítulo 6. Esse casal tentou agir com gene­rosidade, que é uma coisa boa. Venderam uma propriedade e levaram o dinheiro para Pedro. Mas não foram íntegros. Men­tiram sobre o preço. Qual foi o resultado? Os dois morreram.

Por isso, quando o apóstolo Paulo escreve a Timóteo, ele ressalta a importância de andar retamente com Deus. Veja o que ele diz em 2 Timóteo 2.15: “Faça todo o possível para conseguir a completa aprovação de Deus como um trabalhador que não se envergonha do seu trabalho, mas ensina correta­mente a verdade do evangelho.”

Conclusão: Faça a você mesmo as seguintes perguntas: Será que faço o possível para Deus poder me aprovar? Tenho algo do qual tenha de me envergonhar na pre­sença de Deus? Manejo bem a Palavra de Deus? Avalie sinceramente cada uma de suas respostas e, caso haja falhas, procure corrigir isso logo. Não deixe para ama­nhã. Se não se sente capaz de resolver isso sozinho com Deus, procure ajuda e conselho de pessoas piedosas.

Às vezes o caminho pode se longo e árduo. Mas valerá a pena – é o desejo de Deus.

Tempestade de ideias

Um brainstorm bem executado pode trazer grandes benefícios

 

Nenhuma ideia é tão maluca que não mereça ser considerada com seriedade e firmeza.” (Winston Churchill.)

Vamos abordar uma técnica muito comum para estimular o aparecimento de ideias: o brainstorm – ou simplesmente “tempestade de ideias”.

Essa técnica consiste em duas etapas: criação e julgamento. São duas fases distintas, pois não se deve pensar ao mesmo tempo na solução do problema e na sua crítica. Reúna os colaboradores de sua empresa/igreja em um local confortável e informal. Tenha na sala bastante líquido e alimento, afinal, quando se quer alimentar a mente, não se pode negligenciar o corpo. Selecione uma pessoa para ser a líder do grupo e defina claramente o problema quando a reunião começar. Essa pessoa será responsável por anotar as ideias. É importante também determinar o tempo da reunião e manter-se fiel a ele.

Durante a primeira fase do brainstorm, TODAS as ideias devem ser anotadas, por mais idiota, nonsense ou incompletas que possam parecer, devem ser anotadas sem qualquer ceticismo. É um período de ausência completa de críticas. Nessas sessões é expressamente proibido observações do tipo “não, isso não serve”, “já foi experimentado e não deu resultado”, “tsk, tsk, tsk”, dar aquele sorriso superior ou fazer qualquer gesto que signifique desaprovação. Enfim, nada que possa inibir o fluir das ideias deve ser tolerado. Busca-se que as ideias sejam “expelidas” pelos participantes no momento exato em que vêm à mente.

Após o término desse período é hora do julgamento. É hora de avaliar tudo o que foi anotado, analisando a viabilidade de cada uma das ideias. Aplique o julgamento normal de negócios nesta análise.

Todo esse processo ajudará a estimular a criatividade em sua empresa, além de promover a participação dos funcionários, deixando-os ativamente envolvidos em fazer contribuições. Lembre-se: estimular a criatividade significa encontrar soluções para problemas e inventar novos problemas, sempre visando à otimização dos lucros.

A quem diga, porém, que um comitê jamais criou alguma coisa. Que a criatividade é algo individual. Nesse caso, quando os esforços para se resolver um problema são baseados por uma só pessoa, o processo é chamado individual brainstorm. Um só indivíduo pode praticar o brainstorm, tendo a si próprio como único membro.

Meu desejo é que essas técnicas o ajudem no dia a dia, trazendo benefícios não somente nos resultados numéricos, mas na qualidade dos serviços prestados e nos relacionamentos.

A fé cristã é parte importante do diferencial na sua profissão

Nos últimos anos tem sido frequente surgirem programas, cursos, workshops, autores, livros etc., versando sobre técnicas e maneiras para nós, cristãos, desenvolvermos habilidades e inteligências desejáveis na obtenção de êxito na carreira secular ou na condução do próprio ministério. De tempo em tempo mudam as nomenclaturas e fazem, a bem da verdade, um remake do modelo anterior, adicionando um novo ingrediente, uma nova pesquisa (dita científica), tudo muito cosmético, quando observado com mais critério.

Parte dessa nova bagagem oferecida poderia ser rapidamente descartada, por razões que não entrarei em mais considerações. Mas parte dessa bagagem é, para nós, repertório daqueles que caminham no campo da fé cristã, ao contrário do que possamos pensar em demérito da nossa bagagem espiritual. Tomo um único exemplo, além do que escrevi no artigo anterior (link), nas palavras de Warren Buffett, o famoso filantropo e investidor norte-americano. Ele disse: “Ao escolher com quem trabalha, você busca três qualidades: integridade, inteligência e energia. Se você não tem a primeira, as outras duas vão acabar com você”.

O que é a integridade? Grosso modo, é uma virtude, uma qualidade, como ele disse, encontrada nas pessoas íntegras. Isso nos leva a pensar em uma pessoa completa, plena, em quem não há falta ou deficiência. E aqui, com toda a segurança, ele está pensando em mais do que meramente honestidade, está sendo um aspecto daquela.

A integridade é (ou deveria ser) artigo próprio das pessoas que cultivam e valorizam a fé no Senhor. Veja como se manifestam o autor dos provérbios: “Ele reserva a sensatez para o justo; como um escudo protege quem anda com integridade” (Provérbios 2.7) e o apóstolo Paulo, ao aconselhar a Tito: “Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras. Em seu ensino, mostre integridade e seriedade” (Tito 2.7).

De certo modo, a integridade é um fruto daquele que se volta para o Espírito ou daquele que anda pela fé, mas falamos aqui de uma fé responsável e transformadora.

A nova economia do século 21 procura profissionais que sejam habilidosos, talentosos, criativos, não sem antes interessar-se por uma qualidade que o cristão precisa cultivar: a sua integridade. Segundo Warren Buffett, sem ela, ninguém irá a lugar algum! Portanto, penso estar claro que precisamos melhorar aspectos técnicos em nossas competências, sem, com isso, desmerecer nem descuidar do repertório que podemos receber do Senhor por meio de uma fé cristã madura e vigorosa.

NEM TUDO QUE DÁ CERTO é certo!

Quando pensamos no cotidiano em que temos o desafio de viver no mundo, logo nos vem à mente a vivência ética do dia-a-dia. Falando em ética, não há como deixar de falar em decisão. E temos de tomar decisões o tempo todo, mesmo quando dizemos que não tomamos uma decisão, estamos decidindo, pois, uma não-decisão é também uma decisão – a de não decidir. Sobra-nos a questão sobre o ponto de partida para as nossas decisões diárias. Uma delas tem sido o pragmatismo que considera uma decisão certa aquela que dá certo ou aquela que é útil.

Assim, é normal pensarmos que tudo que dá certo é bom, é certo ou correto. Nos dias de hoje, o sucesso é tido como paradigma de aprovação. Assim, se a sala de aula está cheia, é sinal de que o professor é competente. Se a empresa está lucrando, significa que seus produtos e serviços têm qualidade. Igreja lotada é sinônimo de ministério abençoado. Mas, será mesmo?

O problema é quando aplicamos esta mesma lógica para o campo da ética em nossas decisões diárias. O caso do famigerado mensalão e, mais recentemente, do petróleo na Lava-Jato, é típico. Para que projetos de leis ou interesses de grupos fossem aprovados em Brasília e empresas fossem beneficiadas com obras de elevado rendimento, descobriu-se que valores eram generosamente distribuídos a parlamentares para que votassem favoravelmente ou licitações fossem aprovadas beneficiando empresas que participavam dos esquemas. Então, para que tudo isso trouxesse vantagens a políticos e empresários, era preciso descobrir meios que garantissem a conquista desse alvo. Enquanto o esquema funcionou, tudo era “correto” e cada um recebia a sua parte. Mas alguém entrou em prejuízo – no caso do mensalão foi o ex-deputado Roberto Jefferson, no petróleo foram as prisões que provocaram as delações premiadas –, então houve a denúncia e o efeito dominó aconteceu. Estão caindo e sendo presas altas autoridades e seus assessores palacianos, empresários etc. A mesma lógica funcionou no caso do ex-presidente Collor, do ex-juiz “Lalau” e de tantos outros (daria um grande e extenso “etecétera”). Cabe a pergunta: será que as coisas, no Brasil, só vêm à tona quando alguém deixa de receber algo ou está em prejuízo (prisão-delação premiada)? Que resposta você daria a esta pergunta?

Parece-me que esta lógica “mensalista e petroleira” ainda reina solta não apenas na capital do País, mas em toda tessitura da vida ética nacional, pois não é apenas nas altas esferas do poder que é possível detectar isso, na nossa vidinha comum também é possível ver casos de gente pega com a mão na botija, são inúmeros.

Quem nunca ouviu falar do funcionário que apresenta notas fiscais mais altas do que as despesas que fez para reembolso? Nos restaurantes e nas corridas de táxi, sempre pede comprovantes com valores mais altos; afinal, “os tempos não estão fáceis e é preciso encontrar maneiras para sair do sufoco”! Assim a pessoa vai se dando bem, até o dia em que é descoberta e vai para o olho da rua com a ficha suja.

E o marido ou esposa que vive um caso extraconjugal, escondendo a situação da família durante anos a fio? Um belo dia, um telefonema indiscreto, um e-mail ou mensagem digital ou um bilhete perdido no paletó ou na bolsa, põem a farsa por água abaixo. Ou o casal de namorados que esconde dos pais que já têm vida sexual plenamente ativa até o dia que a menina aparece grávida?

E o que dizer do motorista que leva uma multa e, com a sua pontuação já beirando os 20 pontos, acaba colocando a infração em nome de outra pessoa que pode dar uma mãozinha e livrá-lo de sofrer num banco do departamento de trânsito para ser “reciclado”. Se dá certo, por que não pensar que isso é certo???

Todas são situações em que tudo parecia dar certo, apesar das flagrantes transgressões da ética, da lei e da retidão pelos envolvidos. Logo, nem tudo que dá certo, ou que funciona por um tempo, é correto. De onde você parte, quais os fundamentos que você utiliza para tomar as suas decisões cotidianas? A sua ética é orientada pela funcionalidade, utilidade ou por princípios que sinalizam se nossos atos estão certos ou não?

Esta abordagem ética é de cunho pragmático e utilitarista e só pode ser fruto de um caráter deformado que desconsidera que a verdade tem de ser compatível com a realidade e não com a conveniência ou adequação e com os resultados. É uma ética fundamentada em valores egoístas e que estimulam a “lei de Gérson” – a lei da vantagem pessoal. A ideia aqui é congelar a realidade dos fatos e fazer valer nosso interesse pessoal ou o os interesses de nosso grupo. Satisfeito isso, tudo volta ao normal como se nada tivesse acontecido, até que surja outra oportunidade.

Sem dúvida precisamos buscar resultados, mas resultados que são compatíveis com a justiça, com a verdade e retidão. Se almejamos um mundo melhor o desafio que nos resta é a busca por princípios permanentes e universais que fundamentem uma conduta reta, justa e irreprovável. E isso deve vir desde o berço e da vivência doméstica.

Necessitamos, portanto, escolher entre buscar o utilitarismo pragmático ou ter uma vida orientada por princípios éticos fundamentados na verdade, na honestidade, no respeito ao próximo, à natureza. Somente assim nossas atitudes e decisões serão essencialmente certas.

Parece Óbvio

As regras da redação publicitária advertem: utilizar-se do óbvio pode ser o melhor caminho para uma campanha bem-sucedida

 

Antes de terminar a primeira semana da campanha da degustação, as vendas cresceram substancialmente. No fim do mês, a Golden Cake Company anunciou um acréscimo de quase 30% nas vendas, no que era habitualmente um dos meses mais inexpressivos do ano. Sim, o texto era simples, mas tinha aquele cheiro de bolo que acabou de sair do forno. Falava da cozinha, limpa e arejada, na qual os bolos da Golden Brown eram assados. Na verdade, dizia tudo de maneira tão simples, que é bem provável que tivesse sido rejeitada, caso a primeira campanha não tivesse falhado.” (Trecho extraído do conto “Adams Óbvio”, de Robert R. Updegraff, 1916.)

Esse conto, publicado pela primeira vez em abril de 1916, é um marco na história da propaganda e ainda me utilizo dele para escrever textos. Depois que o li pela primeira vez, alguns conceitos que aprendi na faculdade foram derrubados, quando percebi o que realmente importava na redação publicitária.

Comunicar o necessário para chamar a atenção de seu público-alvo é mais óbvio do que se imagina. Nem sempre aquela ideia extremamente criativa é a melhor saída. Selecionei 10 dicas (que não são receitas) para você estabelecer alguns critérios na hora de compor seu texto:

  1. Escreva do jeito que você fala

Melhor ainda, escreva usando a linguagem de seu público. Pense como seu cliente.

  1. Procure conhecer um pouco sobre marketing

É bom o redator entender alguma coisa dessa história de posicionamento.

  1. A responsabilidade para definir um conceito

Um bom conceito deve traduzir a verdade que está por trás de uma marca. Deve ser objetivo, fácil de compreender e curto.

  1. Subtítulo – o amigão do peito

O subtítulo tem a função de explicar alguma coisa. Complementa e reforça o título.

  1. Tem que servir para alguma coisa

Um texto tem que apresentar uma informação relevante para o consumidor. Pode ter a função de emocionar, explicar, vender ou mesmo divertir.

 Escreva um texto vendedor

É importante encontrar os argumentos certos para convencer o consumidor.

  1. A importância de um revisor

Ortografia, pontuação, sintaxe, morfologia, concordância, estilo e, às vezes, a lógica. Tudo isso é essencial para um bom texto.

 Mexer no seu texto não é mexer no seu ego

Aceite sugestões e opiniões, saber negociar é primordial para chegar a um bom resultado.

  1. 9. Tudo começa no briefing

Um bom briefing faz uma grande diferença para se atingir o objetivo desejado.

  1. Procure o óbvio
    O mundo está cheio de desejos, vontades e necessidades não expressas, esperando pelo homem ou pela mulher que faça o óbvio para resolver grandes problemas da vida diária.

Seja qual for o produto, o negócio ou o veículo a ser utilizado, procure estar atento para escrever um texto que comunique. Lembre-se: o melhor elogio está no resultado da campanha.

Habilidades e virtudes, sem conflito

Há vários dilemas que podem incomodar pessoas de bem, pessoas íntegras e que estão engajadas na realização de algo sustentável e duradouro para suas vidas, suas carreiras e para a sociedade. Caso essa pessoa seja cristã, seja um discípulo de Cristo, é possível que seus dilemas sejam maiores em número, em quantidade.

A relação entre ser um cristão virtuoso ao mesmo tempo em que se torna um profissional com competências diversas pode levar pessoas a um dilema; mas não deveria. Tanto o mundo dos negócios quanto a cultura secular mais sofisticada, como a cultura digital, e determinados (eu não disse todos) aspectos da pós-modernidade, têm seduzido a muitos na Igreja. Isso é visto com facilidade em quase tudo o que a nova cultura igrejeira produz, desde (o bizarro) carnaval gospel até as tentativas de justificar tecnicamente o “enegrecimento” do interior dos locais de culto. As “desculpas” nunca são bíblicas, sempre técnicas, de dentro dos campos da psicologia e – o que é pior –, do marketing.

Aqui chegamos ao ponto principal desta primeira nota que escrevo para o portal: a relação entre o que é propriamente “nosso”, cristão (não disse sagrado), e o que é propriamente uma produção humana, de natureza humana para fins humanos (não disse profano).

Em outras palavras, no mercado das ideias e dos comportamentos não deve haver restrição àquilo que representa a alma de mais de 40 milhões de brasileiros, que é a fé evangélica (nem incluí católicos para não ofender sensibilidades). Não vivemos uma democracia em país laico? Então deve haver espaço para todos… nós.

Quando dizemos que somos discípulos de Jesus, as pessoas esperam ver algo diferente, não o que elas já fazem bem feito. Mas, ao contrário disso, querendo ser agradáveis, aceitos, bem vistos e queridos, temos dado a elas uma caricatura, uma fake image de uma fake persona que não cola. Fazer isso não tem a menor justificativa!

Peter Schutz, que foi CEO da Porsche, recomendava: “Contrate caráter e treine as habilidades”. Essa recomendação resume muito bem o que quero dizer, além de reforçar a ideia de que a sociedade mais ampla, e especialmente as empresas de ponta da nova geração, estão desesperadas por pessoas que sejam habilidosas no trato comercial, competentes como profissionais e diferentes como pessoas, isto é, virtuosas e mais humanas.

Acontece que quando falamos de virtudes, estamos falando de algo que a fé cristã deve entender muito bem, melhor do que o melhor MBA pode proporcionar aos melhores profissionais do mercado. As páginas do Novo Testamento há dois mil anos estampam breves, mas consistentes, listas de virtudes que o relacionamento pessoal com Jesus pode produzir em você, em mim e em quem quer que se aproxime dele. Um exemplo é Gálatas 5.22-23; outro exemplo é Efésios 4.25-32 e há outras listas.

Portanto, não entre em um dilema desnecessário que pode existir somente na sua imaginação, de que é preciso ajustar-se ao modelo cultural ou à “ética do mercado” para que consiga destacar-se. Não penso que precisamos nos tornar o “crentão a toda prova”, o “missionário enrustido” (a não ser em missões transculturais em países cujos regimes são de segregação e perseguição).

Seja você um cristão virtuoso e um profissional habilidoso. Peter Schutz estaria de olho no seu currículo.

Eu preciso MUDAR! Mas como?

“Quero emagrecer! Porém detesto fazer exercícios e dieta!” “Desejo uma promoção no trabalho! Mas não tenho tempo para estudar e fazer o curso necessário!” A maioria das pessoas gostaria de mudar para melhor, porém não gosta do esforço necessário para mudar. Em outras palavras, nós desejamos os benefícios das mudanças, porém não queremos passar pelo processo de mudança. Ele é duro, demora e requer de nós disciplina e determinação.

“O mundo odeia mudança, no entanto é a única coisa que tem trazido progresso.” Charles Kettering

Você que deseja mudar uma área importante na sua vida, anote estes princípios que lhe serão de grande valor.

 Como mudar?

  1. Assuma o compromisso de mudar.

 “Para que o mundo ao seu redor mude, você precisa mudar!” Jim Rohn

Você precisa assumir um compromisso de mudança na sua própria vida. Não espere que os outros mudem primeiro. Tome a iniciativa e assuma o compromisso de mudar.

Mude aquilo que você pode na pessoa que você pode, e essa pessoa é você! Ao fazer isso, você estará colaborando e influenciando uma mudança na vida das pessoas ao seu redor.

  1. Estabeleça metas de crescimento.

O crescimento não é automático. Ele precisa ser intencional.

Quais são os resultados que você deseja alcançar em cada área da sua vida? Seja bem específico! Não diga: “preciso emagrecer”. Isso é muito amplo. Diga: “Vou perder 5 quilos em 5 meses”.

Estabeleça objetivos para sua vida profissional, financeira, familiar, física, intelectual e espiritual. Escreva em um caderno ou no seu computador, o que deseja alcançar, até quando, e como irá fazer isso.

Depois inclua estas atividades no seu calendário de atividades diárias.

“Aquele que falha em planejar, planeja falhar!” Anônimo

  1. Coloque-se em um ambiente de crescimento.

Nós somos o resultado do meio que vivemos. Portanto, quando queremos mudar, precisamos nos relacionar com pessoas que são ou tem aquilo que desejamos ser ou ter. Algo positivo acontece quando você se associa com outras pessoas que também desejam mudar e crescer. É impossível voar com as águias se você vive ciscando com as galinhas!

  1. Pague o preço.

Não há nada de graça neste mundo. Até mesmo a salvação do homem, Jesus pagou com sua vida para reestabelecer o relacionamento com Deus.

 “Você paga um preço para se desenvolver porém você paga um preço maior ainda para permanecer como você está!” Mário K. Simões

Uma maneira extraordinária para você mudar é encontrar um professor, Coach ou mentor que lhe ajudará, orientará e conduzirá de onde você está para onde você deseja chegar. Esta quantia de dinheiro e tempo investidas nesse processo no presente economizarão em muito do dinheiro e tempo levaria para você tentar alcançar resultados sozinho.

Chegou o tempo de você mudar. Sem mudança não há progresso, e sem progresso não há sucesso!