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A vocação para articular

Henry Ford, a quem podemos chamar de o maior industrial do início do século XX, fundador da Ford Motor Company, certa vez disse: “Só há uma coisa pior do que formar colaboradores e eles partirem. É não formá-los e eles permanecerem.” Ford fez diversas inovações na produção industrial, entre as quais está o conceito de linha de montagem ou montagem em série, que produzia automóveis em menos tempo e a um custo menor. Seu método foi reproduzido à exaustão e revolucionou a indústria e o comércio, consequentemente!

Por que ou como uma boa ideia ou um modelo de trabalho pode fazer tanto progresso e ampliar de modo tão assombroso as relações industriais e comerciais e também sociais? Uma das respostas possíveis está na vocação para articular determinadas situações (por exemplo, criar demandas, gerir processos, concentrar-se no essencial etc.) e articular peças na engrenagem (treinar pessoas, desenvolver potencialidades, delegar papeis e responsabilidades etc.).

Essa engrenagem, embora bem utilizada na indústria, não é uma inovação entre líderes cristãos e suas ovelhas. Não para aqueles que seguem o que o apóstolo Paulo escreveu há quase dois mil anos. Veja: “Dele [Cristo] todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.” (Efésios 4.16; ênfase minha.)

O corpo humano tem mais de 300 “juntas” dessas mencionadas por Paulo. São elas que dão condição a um membro para mover-se, e esse membro facilita a movimentação de outro, consecutivamente. Se uma junta no ombro deixar de articular, os movimentos do braço e da mão correspondentes serão comprometidos.

Assim, é fundamental que a liderança tome consciência de seu papel de articuladora dentro do Corpo de Cristo, para que todos os membros possam funcionar bem e o corpo da Igreja seja dinamizado, gerando vida, consolação, motivação, ensino, pastoreio, evangelização, missões etc. A vocação da liderança é equipar os membros, não é fazer a obra do ministério. É um paradoxo que o ministro não faça a obra do ministério. Mas é isso que lemos na mesma carta de Paulo quando ele disse que os ministros dados por Jesus (Ef 4.11) têm “o fim de preparar os santos para a obra do ministério” (Efésios 4.12).

Você é líder na Igreja? Então aprenda que a sua vocação é treinar o corpo todo para que todos sejam atuantes e abundantes no serviço cristão!

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